Stellifer rastrifer (Jordan, 1889)

Fauna, Peixes., Guimarães, Estrada de Ferro Carajás Erick Cristofore, Brito, Pâmella Silva de, Santos, Jadson Pinheiro & Ottoni, Rafael Ferreira de Oliveira Felipe Polivanov, 2021, 2021 Animal Freedom Narrative Research Project, Ichthyological Contributions of PecesCriollos 76, pp. 1-54 : 54-81

publication ID

https://doi.org/10.17605/osf.io/u9xc5

persistent identifier

https://treatment.plazi.org/id/573A87E8-FFC7-C267-FEBF-157102EB1F17

treatment provided by

Felipe

scientific name

Stellifer rastrifer
status

 

S. rastrifer View in CoL ( Jordan, 1889)

Mearim

CICCAA 2975 (1), loc. 1, coll.: Guimarães & Brito, 21.Sep.2018

DE VERTEBRADOS DO ENTORNO DA ESTRADA DE FERRO CARAJÁS

Editores: Rubem A. P. Dornas Samir G. Rolim

RUBEM A. P. DORNAS

SAMIR G. ROLIM

Capa

LEONARDO PINHEIRO

Design e diagramaÇão

FLÁVIA GUIMARÃES

Impressão

RONA EDITORA

Tiragem

700 EXEMPLARES

Direitos reservados à Amplo Engenharia. Material de divulgaÇão científica para distribuiÇão gratuita.

sumário

1. Paisagens monitoramento ao longo da fauna da Estrada de vertebrados de Ferro Carajás e o 10

LUIZ CLÁUDIO RIBEIRO RODRIGUES, ADRIANO LIMA SILVEIRA, ALINE DIAS PAZ ,

MAXIMILIANO AUGUSTO BENEDETTI, LUZIENE CONCEIÇÃO DE SOUSA & DOROTÉO

ÉMERSON STORCK

2. ERICK Peixes CRISTOFORE GUIMARÃES, PÂMELLA SILVA DE BRITO & FELIPE POLIVANOV OTTONI 32

3. ADRIANO Anfíbios LIMA SILVEIRA, CLARENICE LOIOLA DOS SANTOS, JÂNIA BRITO VIEIRA , 52

RENAN CONDÉ PIRES, ARTHUR WALTER SILVA DE LEMOS, THAMIRES BENICIO ALVES DOS

SANTOS, ADRYELLE FRANCISCA DE SOUZA MOREIRA, DANIELLE ÍSIS SOUSA FERREIRA,

JOHNNY SOUSA FERREIRA & ALESSANDRO COSTA MENKS

4. Répteis ADRIANO LIMA SILVEIRA, CLARENICE LOIOLA DOS SANTOS, JÂNIA BRITO VIEIRA, RENAN 82

CONDÉ PIRES, ARTHUR WALTER SILVA DE LEMOS, THAMIRES BENICIO ALVES DOS

SANTOS, ADRYELLE FRANCISCA DE SOUZA MOREIRA, DANIELLE ÍSIS SOUSA FERREIRA,

JOHNNY SOUSA FERREIRA & ALESSANDRO COSTA MENKS

5. Aves GUSTAVO GONSIOROSKI, MARCELO BARREIROS, ANDRÉ CORDEIRO DE LUCA, WAGNER 124

NOGUEIRA, ELINETE BATISTA RODRIGUES, THIAGO VERNASCHI VIEIRA DA COSTA,

ESTEVÃO LUIS PEREIRA LIMA, LEONARDO GABRIEL CAMPOS DE OLIVEIRA TORRES ,

EDUARDO FRANÇA ALTEFF, BRUNO RENNÓ, FELIPE ARANTES, GABRIEL LEITE, GUSTAVO

PEDERSOLI & FLÁVIO KULAIF UBAID

6. Pequenos BERNARDO PAPI Mamíferos, RAPHAEL HIPÓLITO DOS SANTOS, THIAGO B. F. SEMEDO 172

AIRTON J. MOURA, ÉRICA D. C. CARMO, WESLEY LOPES & ALEXANDRA MARIA RAMOS

BEZERRA

7. PAULA Mamíferos RIBEIRO PRIST de Médio, ANA YOKO e Grande YKEUTI MEIGA Porte, ANDRÉ RESTEL CAMILO, HUGO 188 MOZERLE, CAMILA BARRETO CAMPELLO BIONE, VINICIUS ORSINI, RAPHAELLA editores

Rubem Augusto da Paixão Dornas – rapdornas@gmail.com, Modelo Ambiental Consultoria e Projetos, Belo Horizonte (MG). Samir Gonçalves Rolim – sgrolim@gmail.com, Amplo Engenharia e Gestão de Projetos, Belo Horizonte (MG)

revisores externos

Capítulo 1, Paisagens – Erick Cristofore Guimarães – erick.ictio@yahoo.com.br, Laboratório de Genética Animal, Universidade Federal do Maranhão, São Luís (MA).

Capítulo 2, Ictiofauna – Pedro Henrique Negreiros BraganÇa, pedrobra8@gmail.com, South African Institute for Aquatic Biodiversity (SAIAB) , Grahamstown, South Africa.

Capítulo 3, Répteis – Ana Lúcia da Costa Prudente, prudente@museu-goeldi.br, Pesquisadora Titular - CoordenaÇão de Zoologia, Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém, PA, Brasil.

Capítulo 4, Anfíbios – Marinus Steven Hoogmoed, hoogmoedms@gmail.com, pesquisador colaborador do Museu Paraense Emilio Goeldi, Belém, Brasil.

Capítulo 5, Aves – Alexander Charles Lees, alexander.lees@mmu.ac.uk, Department of Natural Sciences, Manchester Metropolitan University, Manchester, UK.

Capítulo 6, Pequenos Mamíferos – Anderson Feijó, andefeijo@gmail.com, Key Laboratory of Zoological Systematics and Evolution, Institute of Zoology, Beijing, China.

Capítulo 7, Médios & Grandes Mamíferos –

Iris Amati Martins, iris.amartins@gmail.com, Universidade de São Paulo, São Paulo ( SP) .

autores

Adriano Lima Silveira – biosilveira@yahoo.com.br, Biótica Estudos Ambientais, Belo Horizonte (MG).

Adryelle Francisca de Souza Moreira – adryelle08@ gmail.com, Consultora, São Luís (MA).

Airton J. Moura Jr. – zedemoura@yahoo.com.br, Probiotika Consultoria e SoluÇões Biológicas, Belo Horizonte (MG).

Alan Bolzan – alanbolzan@hotmail.com, Consultor, Porto Alegre (RS).

Alessandro Costa Menks – alessandromenks@ yahoo.com.br, Consultor, São Luís (MA).

Alexandra Maria Ramos Bezerra – amrbezerra@ hotmail.com, Mastozoologia/COZOO, Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém (PA).

Aline Dias Paz – aline.paz@amploengenharia.com. br, Amplo Engenharia e Gestão de Projetos, Belo Horizonte (MG).

Ana Yoko Ykeuti Meiga – ana.yoko@gmail.com, Amplo Engenharia e Gestão de Projetos, Belo Horizonte (MG)

André Cordeiro De Luca – alcardel@gmail.com, Consultor, Goiânia (GO).

André Restel Camilo - camiloa@si.edu, Smithsonian Fellow - NZP, Washington (DC).

Arthur Walter Silva de Lemos – awslemos@msn. com, Consultor, Rio de Janeiro (RJ).

Bernardo Papi – berpapi@gmail.com, Ecotrópica Ambiental, Laboratório de Mastozoologia, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro (RJ).

Bruno Rennó – brunoornitologia@gmail.com, Programa de Pós-GraduaÇão, Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro ( RJ) .

Camila Barreto Campello Bione – camilabcb@gmail. com, Consultora, Recife (PE).

Clarenice Loiola dos Santos – claraloiola@gmail. com, Consultora, Parnaíba (PI).

Danielle Ísis Sousa Ferreira – danielle.isis@yahoo. com.br, Consultora, São Luís (MA).

Dorotéo Émerson Storck – emerson.storck@ amploengenharia.com.br, Amplo Engenharia e

Gestão de Projetos, São Luis (MA). Eduardo FranÇa Alteff – eduardofalteff@gmail.com, Luziene ConceiÇão De Sousa – luziene.sousa@

Biodiversity Consultoria Ambiental, Ituiutaba (MG). amploengenharia.com.br, Amplo Engenharia e Gestão de Projetos, São Luis (MA).

Elinete Batista Rodrigues – elinete.lili@gmail.com,

Consultora, Teresina (PI) . Marcelo Barreiros – marcelomope@hotmail.com, Consultor, Guia de Campo, Austin ( USA).

Érica D. C. Carmo – ericadaniele.carmo@gmail.com,

Sustentar Meio Ambiente, Betim (MG). Maximiliano Augusto Benedetti – maximiliano. benedetti@vale.com, Vale, São Luís (MA).

Erick Cristofore Guimarães – erick.ictio@yahoo.com.

br, Laboratório de Genética Animal, Universidade Pâmella Silva de Brito – pamellabrito@hotmail. Federal do Maranhão, São Luís (MA). com, Laboratório de Genética Animal, Universidade Federal do Maranhão, São Luís (MA).

Estevão Luis Pereira Lima – estevaobio1@gmail.

com, Laboratório de Ecologia da ConservaÇão, Paula Ribeiro Prist – pprist@hotmail.com, ViaFauna Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Estudos Ambientais, Universidade de São Paulo Mucuri, Diamantina (MG) . (USP), São Paulo (SP).

Felipe Arantes – felipe_arantes85@hotmail.com, Raphael Hipólito dos Santos – raphael.hipolito@ Tukaní Birding, São Paulo (SP). clam.eng.br, Clam Engenharia e Meio Ambiente,

Belo Horizonte (MG).

Felipe Polivanov Ottoni – fpotoni@gmail.

com, Laboratório de Sistemática e Ecologia de Raphaella Coutinho – rphllcoutinho@gmail.com, Organismos Aquáticos, Universidade Federal do Consultora, Rio de Janeiro (RJ).

Maranhão, Chapadinha (MA).

Renan Condé Pires – renan@ichthyology.com.br, Flávio Kulaif Ubaid – flavioubaid@gmail.com, Ichthyology Consultoria Ambiental, Belo Horizonte Laboratório de Ornitologia, Universidade Estadual (MG).

do Maranhão, Caxias (MA).

Thamires Benicio Alves dos Santos – thamires. Gabriel Leite – gabrielzoobio@hotmail.com, benicio04@gmail.com, Consultora, Belford Roxo Programa de Pós-GraduaÇão, Instituto Nacional de (RJ).

Pesquisas da Amazônia, Manaus (AM)

Thiago B. F. Semedo – thiagosemedo@gmail.com, Gustavo Gonsioroski – gustavogonsioroski@ Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal/Museu hotmail.com, Laboratório de Ornitologia, Paraense Emílio Goeldi. Programa de CapacitaÇão Universidade Estadual do Maranhão, Caxias (MA). Institucional, Cuiabá (MT).

Gustavo Henrique Prado Pedersoli – Thiago Vernaschi Vieira da Costa – tvvcosta@gmail. gustavopedersoli@yahoo.com.br, Taxeus, Belo com, Universidade Federal de Itajubá, Itajubá (MG). Horizonte (MG).

Vinícius Santana Orsini – viniciusorsini_bh@hotmail. Hugo Borghezan Mozerle – hbmbio@yahoo.com.br, com, TopoBio Topografia Engenharia e Consultoria Tapir Consultoria Ambiental, Florianópolis (SC). Ambiental, Belo Horizonte (MG);

Jânia Brito Vieira – janiabv@gmail.com, Consultora, Wagner Nogueira – wnabio@gmail.com, Programa Parnaíba (PI). de Pós-GraduaÇão, Universidade Federal de ViÇosa,

Florestal (MG). Johnny Sousa Ferreira – johnnymundi@hotmail. com, Consultor, São Luís (MA). Wesley Lopes – lopesigua@yahoo.com.br, consultor,

Iguatama (MG). Leonardo Gabriel Campos de Oliveira Torres – lgot900@gmail.com, Guira Guira SoluÇões Ambientais e de Engenharia, Belo Horizonte (MG).

Luiz Cláudio Ribeiro Rodrigues – rr@

amploengenharia.com.br, Amplo Engenharia e

Gestão de Projetos, Belo Horizonte (MG).

32

1. INTRODUÇÃO aumentando exponencialmente (Nelson et al., 2016; Fricke et al., 2020a), indicando que

Atualmente são conhecidas cerca de 60 mil são necessários mais estudos e pesquisas espécies viventes de vertebrados, dentre as direcionadas a taxonomia, estimativas de quais destacam-se os peixes, compreendendo biodiversidade e distribuiÇão dos peixes que mais de 32 mil espécies válidas (Nelson ocorrem no bioma amazônico. Além da falta de et al., 2016). Entre as espécies de peixes, conhecimento sobre os grupos, a rápida perda aproximadamente 56% são marinhas, 43% e degradaÇão dos ambientes naturais são uma dulcícolas e 1% movem-se entre água doce e grande ameaÇa, principalmente considerando salgada durante seu ciclo de vida (Nelson et que parte das espécies ocorrem em áreas al., 2016; Fricke et al., 2020a). Os ambientes restritas, e muitas delas são endêmicas (Reis et dulcícolas correspondem a uma pequena porÇão al., 2003; Nogueira et al., 2010). de água da superfície (menos de 0,01% da água O Rio Amazonas, principal sistema hídrico do planeta) (Stiassny & Raminosa, 1994; Vari da Amazônia, é o maior rio do mundo (Goulding & Malabarba, 1998), entretanto possuem uma et al., 2003; Van Der Sleen & Albert, 2018). Sua diversidade de peixes desproporcionalmente bacia concentra a maior biodiversidade de grande quando comparada aos ambientes água doce do planeta, especialmente de peixes marinhos: as espécies de peixes de água doce (Van Der Sleen & Albert, 2018; Amazon Fish representam cerca de 25% da diversidade de Project, 2019), com cerca de 2.400 espécies vertebrados do planeta (Stiassny & Raminosa, já conhecidas, incluindo suas porÇões e 1994; Vari & Malabarba, 1998). drenagens que ocorrem nos diferentes países

O Brasil concentra as maiores redes da América do Sul, representando cerca de hidrográficas da região Neotropical, as quais 15% de todas as espécies de peixes de água apresentam elevada biodiversidade aquática, doce descritas do mundo (Amazon Fish Project, compreendendo mais de 20% das espécies de 2019). Entretanto, o bioma compreende peixes de água doce do mundo (Buckup et al., outros sistemas hídricos além da bacia do 2007). Rio Amazonas (Van Der Sleen & Albert, 2018),

O bioma Amazônia, onde a Estrada de Ferro dentre eles: bacia do Rio Orinoco e bacias do Carajás está inserida, se estende ao longo escudo das Guianas, ambas ao norte; e uma de todos os países do norte da América do série de bacias e drenagens costeiras em sua Sul (Van Der Sleen & Albert, 2018; Val, 2019), porÇão oriental, após a foz do Rio Amazonas, englobando uma área de mais de oito milhões no estado do Pará, e no oeste e centro do de km² (Van Der Sleen & Albert, 2018), com estado do Maranhão (Van Der Sleen & Albert, mais de cinco milhões de km² apenas no Brasil 2018); formando assim a Amazônia Legal. (Val, 2019). É uma paisagem vasta e complexa, A maior parte das publicaÇões relacionadas com biodiversidade inigualável na superfície de à ictiofauna da região da Estrada de Ferro nosso planeta (Van Der Sleen & Albert, 2018) e Carajás (EFC) são concentradas nos ambientes importante centro de diversidade de peixes de costeiros e estuarinos (Matavelli et al., 2015). água doce, possuindo mais de 3.000 espécies Apesar desta área possuir uma significativa (Van Der Sleen & Albert, 2018). Contudo, a cada rede hidrográfica, constituída principalmente ano, o número de novas espécies descritas pelas bacias e drenagens dos Rios Tocantins, e de novos registros de distribuiÇão vem Gurupi e Mearim, poucos estudos relacionados à ictiofauna de água doce, principalmente no 2. MÉTODOS campo da taxonomia, têm sido publicados. Tal lacuna de conhecimento relacionada A captura dos peixes envolveu esforÇos à sistemática, composiÇão, distribuiÇão de coleta padronizados ao longo de todo o geográfica e biogeografia da ictiofauna é trecho amostrado, compreendendo as bacias destacada especialmente nas drenagens dos Rios Mearim, Gurupi e Tocantins (ver maranhenses que desaguam diretamente Mapa na contra capa e descriÇão das áreas no no oceano Atlântico, ocasionando lacunas Capítulo 1), com periodicidade semestral. As e ausência de informaÇões (Guimarães et coletas foram executadas utilizando diversos al., 2018a). Dessa forma, existe uma grande apetrechos para captura de peixes ( Figuras 1 View Figura 1 , demanda em se fomentar investigaÇões 2 e 4), cada um adaptado e indicado a certos relacionadas a questões fundamentais que tipos de ambientes disponíveis: i) peneiras contemplam a biogeografia, biodiversidade (redes de mão), empregadas principalmente e taxonomia dos peixes de água doce dessa em microambientes específicos e usualmente região. A crise da biodiversidade está muito pouco amostrados tais como: troncos mais acentuada em ambientes de água doce, submersos, folhiÇo, raízes adventícias, pedrais com taxas de extinÇões (seja de espécies ou e bancos de macrófitas; ii) rede de arrasto populaÇões) muito maiores do que as taxas dos aplicada em bancos de areia, macrófitas ambientes terrestres e marinhos, por serem aquáticas e remansos; iii) rede de espera, ambientes mais vulneráveis à aÇões antrópicas, expostas nas margens de remansos e lagos; um assunto conhecido na literatura como “the Paralelamente, idas aos mercados regionais freshwater biodiversity crisis” (Harrison et al., foram realizadas para averiguar a presenÇa de 2018; Darwall et al., 2018). alguns táxons e sobre as formas tradicionais O objetivo desse Capítulo foi apresentar de captura empregadas pela comunidade.

uma lista de peixes do inventário realizado nas Os exemplares coletados foram fixados, bacias dos Rios Mearim, Gurupi e Tocantins, conservados e preparados seguindo a presente durante os estudos realizados para a expansão metodologia: 1) Estudos morfológicos: fixados da Estrada de Ferro Carajás, bem como analisar em formalina 10%, permanecendo por biogeograficamente a distribuiÇão das espécies, aproximadamente 10 dias nesta soluÇão e aspectos de importância comercial, ornamental posteriormente conservados em uma soluÇão e aquariofilia, assim como identificar possíveis de álcool etílico a 70%. 2) Estudos moleculares: novas espécies para região estudada. fixados diretamente em álcool absoluto P.A. 3) Estudos osteológicos: a preparaÇão nas compilaÇões propostas por Fricke et al. de exemplares para exame osteológico, foi (2020a,b), onde os autores reúnem todas as realizada segundo Taylor & Van Dyke (1985) principais e mais recentes classificaÇÕes para através de tratamento enzimático para diafanizar cada grupo de peixe. Os nomes populares o exemplar, digerindo seus tecidos moles, das espécies desse trabalho se basearam nos associado ao processo de impregnaÇão dos nomes disponíveis no MPA (2012) e MMA (2008), pigmentos vermelho de alizarina nas estruturas além de alguns nomes populares comuns para calcificadas. Posteriormente, esses exemplares a região do estudo. foram conservados em Glicerina tipo P.A.

O material coletado encontra-se depositado 3. RESULTADOS nas seguintes instituiÇões: MPEG (ColeÇão de Peixes do Museu Paraense Emílio Goeldi), Ao longo das 15 campanhas de coleta de CPUFMA (ColeÇão de Peixes da Universidade dados, foram registrados 56.316 indivíduos, Federal do Maranhão) e CICCAA (ColeÇão distribuídos em 243 espécies, 59 famílias e 17 Ictiológica do Centro de Ciências Agrárias ordens de peixes que variam de organismos e Ambientais da Universidade Federal do obrigatórios de água doce a estuarinos (Tabela 1, Maranhão). A preservaÇão de exemplares- Figuras 5-8 View Figura 5 View Figura 6 View Figura 7 View Figura 8 ). testemunho das espécies de peixes coletadas As ordens com maior percentual de é fundamental, não apenas para documentar a riqueza de espécies foram: Characiformes ocorrência de uma dada espécie no ambiente, (43%), Siluriformes (30%), Cichliformes (8%), mas também para possibilitar que futuros Gymnotiformes (4%), Perciformes (4%), trabalhos taxonômicos possam ser realizados, Clupeiformes (3%) e Cyprinodontiformes (2%) refinando as identificaÇÕes das espécies ( Figura 3), representando 94% da riqueza total potencialmente ainda não descritas, ou aquelas de espécies. As famílias com maior número de com identificaÇÕes ainda imprecisas. espécies foram: Characidae , com 51 espécies,

A identificaÇão taxonômica foi realizada representando 20% das espécies encontradas, até a menor categoria possível, com base seguida por Loricariidae com 28 espécies em bibliografia especializada, coleÇÕes de (11%) e Cichlidae , com 19 espécies (7%). Essa referência ou banco de imagens. A classificaÇão distribuiÇão de proporÇão de ordens e famílias taxonômica,os nomes de espécies considerados é semelhante àquelas reportadas para outros como válidos, autores e anos das descriÇões das ambientes neotropicais de água doce (ex. Vari espécies, e distribuiÇão geográfica se basearam et al., 2009; Barros et al., 2011; Melo et al., 2016).

Duas famílias típicas de peixes de água doce, bicuda. Saguirus, voadeiras e curimatãs são, de

Characidae e Loricariidae , foram os destaques, qualquer forma, pescadas pelos ribeirinhos.

em razão do grande número de espécies Além disso, foram registrados 48 táxons registradas (51 e 28 espécies, respectivamente). presentes na lista de espécies de peixes nativos de

Além disso, a maior parte das prováveis novas águas continentais com autorizaÇão para captura,

espécies pertencem a essas duas famílias. Esse é transporte e comercializaÇão de exemplares um padrão característico, já reportado em outros vivos para fins ornamentais e de aquariofilia inventários de peixes de água doce realizados na (MMA, 2012; MPA, 2008). Isso sugere um grande região Neotropical (ex. Vari et al., 2009; Casatti potencial da região de estudo para espécies com et al., 2013; Melo et al., 2016; Cetra et al., 2016). fins ornamentais: raia ( Potamotrygon motoro ),

EmrelaÇãoàsespéciesdegrandeimportância traíra ( Hoplias malabaricus ), dólar ( Metynnis para a pesca e comercializaÇão na região, lippincottianus ), pacu ( Myloplus rubripinnis ),

destacam-se: a traíra ( Hoplias malabaricus ), o piranha-vermelha ( Pygocentrus nattereri ), piranha-

lírio ( Hemisorubim platyrhynchos ), os mandubés preta ( Serrasalmus rhombeus ), pirambeba

( Ageneiosus inermis e Ageneiosus ucayalensis ), ( Serrasalmus eigenmanni ), aracu-rajado o surubim ( Pseudoplatystoma punctifer ), o ( Anostomus ternetzi ), cabeÇa-para-baixo ( Chilodus bico-de-pato ( Sorubim lima ), a piranha-preta punctatus ), copella ( Copella arnoldi ), peixe-lápis

( Serrasalmus rhombeus ), o robalo ( Centropomus ( Nannostomus beckfordi ), bicuda ( Boulengerella parallelus ) e a tainha ( Mugil curema ). Estes maculata ), voadeira ( Triportheus trifurcatus ),

também são os peixes mais capturados na borboleta-listrada ( Carnegiella strigata ), peixe-

pesca artesanal, para fins de subsistência e de borboleta ( Thoracocharax stellatus ), peixe-

lazer dos moradores locais. Entretanto, mesmo cachorro ( Acestrorhynchus falcatus ), miguelim aquelas espécies consideradas de qualidade ( Exodon paradoxus ), piabas ( MoenkhAusiA cotinho ,

inferior e não visadas pela pesca amadora,como M. oligolepis , PristellA mAxillAris , Roeboexodon os saguirus ( Cyphocharax notatus e Psectrogaster guyAnensis , TetrAgonopterus Argenteus, T.

rhomboides ) e voadeiras ( Triportheus signatus chAlceus , ThAyeriA boehlkei ), sarapó ( Gymnotus e T. trifurcatus ), possuem grande importância carapo ), tuviras ( GymnorhAmphichthys rondoni ,

pois apresentam uma elevada biomassa Brachyhypopomus pinnicaudatus ), bagres e constituem, provavelmente, uma parte ( Helogenes marmoratus ), tatia ( Tatia intermedia ),

considerável das presas de predadores de maior cumbá ( Trachelyopterus galeatus ), botinho porte, como os grandes bagres, a cachorra e a ( Hassar wilderi ), platydora ( Platydoras brachylecis ),

mandi ( Pimelodus blochii ), tamboatá ( Callichthys Maranhão, que ainda possui poucos estudos cAllichthys, Hoplosternum littorAle e Megalechis taxonômicos em relaÇões a estados do sul e thoracata ), coridora ( Corydoras vittatus ), cascudos sudeste (Guimarães et al., 2018a,b; Guimarães et

( Leporacanthicus galaxias e Hemiodontichthys al., 2019).

acipenserinus ), acarás ( Aequidens tetrAmerus , Heros Excluindo essas prováveis novas espécies,das efAsciAtus , HypselecArA temporAlis , MesonAutA 243 espécies registradas no projeto, 70 (28,8%)

festivus , SAtAnopercA JurupAri ), guaru ( Poecilia não puderam ser identificadas ao nível de vivipara ), agulhinha ( Potamorrhaphis guianensis ) e espécie, em virtude do status do conhecimento os baiacus ( Colomesus asellus e C. psittacus ). taxonômico dos seus grupos. Dentre estas,

Vale ressaltar que, como resultado das é possível que 11 espécies pertencentes aos campanhas de campo, foram descritas quatro gêneros Ancistrus Kner 1854 (2), Characidium espécies de peixes de água doce: Charax awa, Reinhardt 1867 (2), Hemigrammus Gill 1858 (2),

endêmica das bacias costeiras maranhenses; Otocinclus Cope1871 (2), RineloricAriA Bleeker1862

Pseudobunocephalus timbira , descrito para (2), Knodus Eigenmann 1911 (1) sejam também as bacias dos Rios Mearim e Tocantins, e novas para a ciência. Contudo, há a necessidade

Hyphessobrycon caru e H. geryi , conhecidas de estudos taxonômicos mais aprofundados apenas para drenagens do Rio Pindaré e Bacia para se confirmar essa hipótese. Essas espécies,

do Tocantins, respectivamente (Guimarães et ainda desconhecidas ou sem identificaÇão al., 2018a, 2019; Leão et al., 2019). precisa, são importantes testemunhos da

Outras 16 espécies de peixes provavelmente carência de estudos relacionados à ictiofauna da representam espécies ainda não descritas: área estudada.

Bryconops aff. cAudomAculAtus , Bryconops sp. , Concluímos destacando a alta diversidade

Bryconops sp.1 ( Iguanodectidae ), Curimatopsis aff. de espécies encontradas e que as distribuiÇões cryptica ( Curimatidae ), Hemigrammus aff. ocellifer , geográficas de algumas espécies amazônicas

Knodus aff. victoriAe , MoenkhAusiA aff. intermedia , ou das bacias do nordeste do Brasil foram

Phenacogaster aff. pectinata ( Characidae ), ampliadas neste estudo, com registros para

Farlowella aff. amazonum , Hypostomus a região estudada, a saber: Brachychalcinus aff. plecostomus , Loricaria cf. cAtAphrActA , pArnAibAe , GAsteropelecus sterniclA , Knodus

Loricariichthys sp. , Sturisoma aff. lyra ( Loricariidae ), victoriAe , MAstiglAnis Asopos , MoenkhAusiA

Leporinus aff. friderici ( Anostomidae ), Characidium oligolepis , PiAbucus dentAtus , PristellA mAxillAris e aff. zebra ( Crenuchidae ) e Corydoras aff. splendens Tatia intermedia (Guimarães et al., 2017; presente

( Callichthyidae ). A maioria dessas espécies estudo). Além disso, várias prováveis novas ocorrem nas bacias e drenagens do Estado do espécies foram registradas, três delas já descritas

( ChArAx AWA , PseudobunocephAlus timbirA e Waldir Berbel-Filho e Weferson Júnior da GraÇa Hyphessobrycon caru ), e outras ainda aguardando por fornecer literatura útil para realizaÇão desse uma descriÇão formal, merecendo uma melhor estudo. atenÇão em estudos taxonômicos futuros. Ananda Saraiva, Antônio Francisco Bezerra, Beatriz da Silva Costa, Beldo Rywllon Abreu,

Agradecimentos Brenda Carvalho Furtado, Camilla Marques, Elioenai da Silva Oliveira, Ivanilda Pereira do

Agradecemos a Axel Katz, Felipe Rangel Nascimento, Joao Marcelo Abreu, Lucas de Pereira, Pedro BraganÇa e Wilson Costa pelo Oliveira Vieira, Marciara Lopes, Olivia Castro, auxílio nas identificaÇÕes. Aos pesquisadores Rafael Ferreira de Oliveira, Rayane GonÇalves André Esguícero, Antonio Machado Allison, Aguiar, Revangivaldo Sousa, Shyrley Viana e Axel Katz, Bruno Melo, Carla Pavanelli, Claudio Vanessa Ferreira Batista pelo auxílio na triagem Oliveira, Diego Sousa Campos, Elias Costa e tombamento do material coletado. Araujo Junior, Fernando Dagosta, Francisco Agradecemos também à UFMA (Universidade Provenzano, Juan Marcos Mirande, Lubomír Federal do Maranhão) e FAPEMA (FundaÇão Piálek, Luiz Malabarba, Marcelo Henrique Lopes de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Silva, Mark Henry Sabaj Pérez, Mônica Toledo- Científico e Tecnológico do Maranhão) por Piza, Oscar Miguel Lasso, Paulo Petry, Priscila nos proporcionar a infraestrutura laboratorial, Camelier, Raphael Covain, Roberto Reis, Ron que foi fundamental para a identificaÇão e Fricke, Stefan Koerber, Valter Azevedo-Santos, tombamento dos exemplares.

Tabela 1 - Lista de espécies de peixes registradas, por bacia, no monitoramento ao longo da Estrada de Ferro Carajás, nas bacias do Rio Mearim (M), Gurupi (G) e Tocantins (T).

*Espécies de peixes que provavelmente se tratam de espécies ainda não descritas

17 18

4. REFERÊNCIAS region as well as for the Itacaiunas River drainage of the Tocantins River basin. Cybium , 41, 72-74.

Amazon Fish Project. (2019). https://www.amazon- Harrison, I., Abell, R., Darwall, W., Thieme , M. L., fish.com. (Último acesso em: 12/06/2019). Tinchner, D. & Timboe, I. (2018). The freshwater Barros, M. C., Fraga, E. C. & Birindelli, J. L. O. (2011). biodiversity crisis. Science, 362 (6421), 1369.

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créditos das fotos

Capítulo 1. Paisagens ao Longo da Estrada de Ferro Carajás Johnny Sousa Ferreira ............................47, 158.

Acervo VALE: 1 a 14. Pedro Santos Abe ...................................39, 76.

Adriano Lima Silveira : 15 a 51, 55 a 62. Raphael Jonas Correa de Oliveira .........104.

Alessandro Costa Menks: 52 a 54. Renan Condé Pires .................................85, 145, 155, 164.

Acervo Amplo Engenharia: 63 a 77. Rodolph Christopher Loiola................... 148.

Rodrigo de Oliveira Lula Salles.............. 79, 90, 114.

Capítulo 2. Peixes Uécson Suendel Costa de Oliveira........ 23, 66, 68.

Erick Cristofore Guimarães Youszef Oliveira da Cunha Bitar............35.

Zairon Marcel de Matos Garcês............ 44, 106.

Capítulo 3. Anfibios Fotos em destaque – Adriano Lima Silveira : pp. 85, 87;

Adriano Lima Silveira .............................. 1, 2, 3, 6, 9, 11, 14, 15, 16, Alessandro Costa Menks: p. 89; Arthur Walter Silva de Lemos: 20, 22, 29, 43, 45, 46, 47, 56, 57, 59, 61, 66, 68, 71, 72, 75, 77, 78, 93; Clarenice Loiola Dos Santos: 91; Jânia Brito Vieira: p. 88.

82, 83, 84, 85, 92, 96, 99, 100, 103.

Adryelle Francisca de Souza Moreira ...26. Capítulo 5. Aves

Alessandro Costa Menks........................ 4, 5, 18, 19, 21, 27, 49, 76, Acervo Amplo Engenharia .....................5

89, 90, 94, 95, 97. Andre de Luca .........................................3, 9, 13, 16, 23, 27, 35, 37, Arthur Walter Silva de Lemos................ 7, 10, 13, 17, 24, 30, 31, 43, 45, 47, 53, 63, 66, 68, 79, 82, 84, 90, 104, 106, 109, 116, 117 32, 33, 34, 35, 36, 37, 38, 40, 41, 44, 54, 58, 60, 64, 67, 69, 73, 74, Bruno Rennó ...........................................22, 33, 36, 56, 59, 83, 94, 79, 80, 81, 86, 87, 93, 101, 102. 96, 115

Caio Antonio Figueiredo Andrade......... 12, 51, 88, 104. Felipe Arantes.......................................... 34, 64, 71, 102

Clarenice Loiola dos Santos................... 55. Gabriel Leite ............................................1, 7, 21, 46, 51, 55, 65, 73, Danielle Ísis Sousa Ferreira....................25. 74, 77, 85, 87, 89, 111, 112, 114, 120

Danusy Lopes Santos.............................62, 63. Gustavo Gonsioroski ..............................4, 6, 8, 10, 11, 12, 14, 15, Jânia Brito Vieira...................................... 8, 23, 39, 42, 53, 65. 17, 18, 19, 20, 24, 25, 28, 29, 32, 38, 39, 41, 42, 44, 48, 49, 50, 52,

57, 58, 60, 61, 62, 67, 69, 70, 72, 76, 80, 93, 97, 99, 101, 103, 105, Leandra de Paula Cordeiro Pinheiro.... 52.

108, 113, 118

Michael Rudolf Cavalcante Lindemann28.

Marcelo Barreiros...................................2, 30, 31, 40, 54, 75, 78, Pedro Santos Abe ...................................70. 81, 88, 91, 92, 95, 100, 107, 119

Rodrigo de Oliveira Lula Salles.............. 98. Rubem Dornas ........................................26, 110

Uécson Suendel Costa de Oliveira........ 91. Wagner Nogueira.................................... 86, 98

Youszef Oliveira da Cunha Bitar............48, 50.

Fotos em destaque – Adriano Lima Silveira : pp. 59, 61, 63; Capítulo 6. Pequenos Mamíferos

Arthur Walter Silva de Lemos: pp. 55, 60.

Airton J. Moura........................................3, 18, 23

Alexandra Maria Ramos Bezerra ..........16

Capítulo 4 Répteis

Bernardo Papi .........................................1, 2, 4, 6, 7, 8, 9, 10, 11, Acervo Amplo Engenharia .....................103, 109, 134, 135, 157. 12, 13, 14, 15, 17, 19, 20, 21, 26

Adriano Lima Silveira .............................. 1, 5, 6, 7, 8, 9, 11, 13, 17, Érica D. C. Carmo ....................................5

18, 21, 28, 29, 32, 40, 41, 42, 52, 55, 56, 60, 62, 63, 64, 65, 80, 82,

Wesley Lopes........................................... 22, 24, 25

83, 91, 92, 96, 101, 107, 108, 113, 116, 118, 120, 121, 122, 125,

128, 130, 132, 133, 137, 139, 153, 159, 162, 166.

Adryelle Francisca de Souza Moreira ...4, 102. Capítulo 7. Mamíferos de Médio e Grande Porte

Alessandro Costa Menks........................ 2, 10, 15, 25, 43, 69, 84, Acervo Amplo Engenharia .....................5, 9, 22, 24, 26, 28, 29, 30, 87, 105, 111, 115, 123, 154, 168, 167, 168. 31, 33, 35, 36, 38, 41, 42, 46, 47

Arthur Walter Silva de Lemos................ 12, 14, 16, 19, 22, 38, 48, Ana Yoko Meiga...................................... 11, 15, 20, 25, 32, 34, 45, 49, 53, 54, 57, 59, 67, 70, 71, 72, 74, 77, 78, 89, 97, 99, 117, 124, 48, 62

126, 127, 136, 138, 140, 142, 143, 151, 160, 163. André Restel ............................................59

Caio Antonio Figueiredo Andrade......... 20, 27, 31, 45, 58, 81, 86, Bernardo Papi .........................................1, 2, 3, 7, 8, 10, 21, 27

95, 119, 141, 144. Camila Bione............................................ 6, 13, 14, 18, 23, 39, 43, Camila Rabelo Rievers............................ 26. 44, 49, 50, 55, 56, 57, 60, 61

Clarenice Loiola Dos Santos ..................3, 30, 33, 34, 36, 46, 50, Estevão Lima............................................37

61, 75, 88, 93, 94, 129, 150, 152, 156. Geison Mesquita..................................... 53

Danielle Ísis Sousa Ferreira....................37, 73, 96, 100, 112. Gustavo Gonsioroski ..............................4, 17, 19

David Barros Muniz................................131, 149. Hugo Mozerle.......................................... 52, 63

Gustavo Helal Gonsioroski da Silva...... 24. Raphael Hipólito...................................... 51, 54

SP

Instituto de Botânica

Kingdom

Animalia

Phylum

Chordata

Order

Perciformes

Family

Sciaenidae

Genus

Stellifer

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