identifier	taxonID	type	CVterm	format	language	title	description	additionalInformationURL	UsageTerms	rights	Owner	contributor	creator	bibliographicCitation
038D87932D06D417E4AA3941FB4F3489.text	038D87932D06D417E4AA3941FB4F3489.taxon	http://purl.org/dc/dcmitype/Text	http://rs.tdwg.org/ontology/voc/SPMInfoItems#GeneralDescription	text/html	pt	Paspalum	<div><p>Paspalum L., Syst. Nat., ed. 10. 2: 855. 1759.</p> <p>Plantas anuais ou perenes; cespitosas, decumbentes ou estoloníferas. Colmos invaginados ou não, com poucos ou muitos nós. Folhas concentradas na base da planta ou distribuídas ao longo do colmo; bainhas infladas ou não, desfiadas na base ou não, glabras a híspidas; lígula membranosa; aurículas ausentes ou raramente presentes; lâminas lanceoladas, lineares ou filiformes, planas, conduplicadas ou convolutas, ápice geralmente agudo, base arredondada, truncada ou atenuada, glabras a pilosas, margens hialinas, glabras a escabras. Inflorescências terminais com 1-muitos ramos unilaterais solitários, alternos, conjugados ou subconjugados; inflorescências axilares presentes ou ausentes; ráquis tríquetro a dorsiventral, com ou sem expansões laterais formando alas membranáceas. Espiguetas com 2 antécios, acrótonas, solitárias ou pareadas, pediceladas, raramente sésseis, planoconvexas ou côncavo-convexas, elípticas, lanceoladas, ovais, obovais, oblongas, orbiculares ou escutadas, agudas ou obtusas, apiculadas ou não, castanhas, castanho-claras, esverdeadas, ferrugíneas, paleáceas ou vináceas; gluma inferior geralmente ausente; gluma superior geralmente presente, adaxial à ráquis, 2-9-nervada, glabra, pilosa ou vilosa, raramente papilosa; tricomas tuberculados, clavados, adpressos, globulares, velutinos, simples, longos ou curtos; lema inferior 2-5-nervado, com ou sem manchas, raramente hialino ou papiloso, glabro ou piloso; tricomas tuberculados, clavados, adpressos, globulares, velutinos, simples, longos ou curtos, margens glabras a ciliadas; antécio inferior estéril ou raramente estaminado, pálea presente ou ausente; antécio superior com flor bissexuada, linear, elíptico, oval, oboval, orbicular, suborbicular, oblanceolado ou oblongo, ápice agudo ou obtuso, glabro, raramente piloso, liso a papiloso, estramíneo, castanho ou castanho escuro, raramente estipitado. Cariopse oval, oboval, suborbicular, orbicular, elíptica, verde, castanha ou estramínea.</p> <p>Algumas espécies do gênero Paspalum podem ser consideradas cosmopolitas, porém a grande maioria é restrita ao continente Americano, e provavelmente o gênero tenha se originado na região tropical da América do Sul (Rua et al. 2010). A chave a seguir indica os principais caracteres usados para separar as espécies de Paspalum ocorrentes na Chapada Diamantina.</p> </div>	https://treatment.plazi.org/id/038D87932D06D417E4AA3941FB4F3489	Public Domain	No known copyright restrictions apply. See Agosti, D., Egloff, W., 2009. Taxonomic information exchange and copyright: the Plazi approach. BMC Research Notes 2009, 2:53 for further explanation.		Plazi	Pimenta, Karena M.;Rua, Gabriel H.;Oliveira, Reyjane P.	Pimenta, Karena M., Rua, Gabriel H., Oliveira, Reyjane P. (2019): O gênero Paspalum L. (Poaceae) na Chapada Diamantina, Bahia, Brasil. Iheringia, Série Botânica (e 2019011) 74: 1-29, DOI: 10.21826/2446-82312019v74e2019011, URL: http://dx.doi.org/10.21826/2446-82312019v74e2019011
038D87932D00D413E4AA3E81FA8D33A9.text	038D87932D00D413E4AA3E81FA8D33A9.taxon	http://purl.org/dc/dcmitype/Text	http://rs.tdwg.org/ontology/voc/SPMInfoItems#GeneralDescription	text/html	pt	Paspalum ammodes Trin., Gram. Panic.	<div><p>Paspalum ammodes Trin., Gram. Panic. 120. 1826.</p> <p>(Fig. 3 A; Figs. 6 A-E)</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, 30-70 cm alt. Colmos com 4-5 nós, não invaginados. Folhas concentradas na base da planta; bainhas não desfiadas, não infladas, glabras, as inferiores geralmente densamente pilosas, margens glabras a pilosas; lígula 0,3-0,5 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 11,5-14 x 0,02 cm, lineares, planas, pilosas, base arredondada. Inflorescências terminais 5,6-7,5 cm compr., com 3-6 racemoss alternos, as axilares ausentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 3-3,5 x 1,2-1,5 mm, solitárias, pediceladas, elípticas, agudas, não apiculadas, esverdeadas, sem máculas; gluma inferior ausente; gluma superior 3-3,5 mm compr., 5-nervada, pilosa, com tricomas tuberculados na base, não papilosa, não ciliada nas margens; lema inferior 3-3,5 mm compr., 5-nervado, piloso, com tricomas com base tuberculada, não hialino, não papiloso, plano, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 3-3,2 x 1,1-1,3 mm, não estipitado, elíptico, ápice agudo, glabro, levemente papiloso, estramíneo. Cariopse não vista.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Rio de Contas, 23.I.1974, fl., R.M. Harley 15466 (CEN, CEPEC, IPA).</p> <p>Material adicional: BRASIL, BAHIA, Formosa do Rio Preto, 15.XI.1995, fl., R.C. Oliveira 362 (CEN).</p> <p>Ocorre desde a Venezuela e Guiana até o Brasil, Bolívia e Paraguai (Zuloaga &amp; Morrone 2005), e no Brasil ocorre em todas as regiões (Flora do Brasil 2020). Paspalum ammodes caracteriza-se pelas lâminas foliares lineares e espiguetas solitárias e pilosas. Os materiais analisados no presente trabalho possuem até seis ramos, contrastando com os materias analisados em Oliveira &amp; Valls (2002) que têm até quatro ramos. Habita geralmente campos abertos, sujeitos a queimadas naturais periódicas (Morrone et al. 2004). Na Chapada Diamantina é encontrada principalmente em áreas de campo rupestre e cerrado.</p> <p>Paspalum arenarium Schrad. ex Schult., Mant. 2. 172. 1824.</p> <p>(Fig. 3 B; Figs. 6 F, G)</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, 36-76 cm alt. Colmos com ca. 3 nós, não invaginados. Folhas concentradas na base; bainhas não desfiadas, não infladas, pilosas, margens glabras, sésseis; lígula 1-1,5 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 6,5-13 x 0,2 cm, lanceoladas, planas, glabras, margens ciliadas, base arredondada. Inflorescências terminais 5-12 cm compr., com 1-2 racemos, quando 2, então alternos; inflorescências axilares presentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 1,2-1,4 x 1 mm, pareadas, pediceladas, obovais, obtusas, não apiculadas, esverdeadas a paleáceas, sem máculas; gluma inferior ausente; gluma superior 1,2-1,4 mm compr., 3-nervada, pilosa, com tricomas tuberculados com base dourada, não papilosa, não ciliada nas margens; lema inferior 1,2-1,4 mm compr., 2-nervado, piloso, com tricomas tuberculados com base dourada, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 1,2-1,4 x 1 mm, não estipitado, elíptico, ápice obtuso, piloso apenas no ápice, liso, estramíneo. Cariopse não vista.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Lençóis, 20.IV.1997, fl., R.M. Harley et al. 28631 (HUEFS). Morro do Chapéu, 30.IV.2011, fl., E. Melo et al. 9670 (HUEFS). Ocorre na Guiana, Guiana Francesa e Brasil (Renvoize 1984; Oliveira &amp; Valls 2001), onde é encontrado em todas as regiões, exceto no Centro-Oeste (Flora do Brasil 2020). Paspalum arenarium é reconhecida pelas espiguetas pilosas, com tricomas tuberculados de base dourada, e pela presença de inflorescências axilares. O caráter sem máculas de suas espiguetas pode gerar confusão, devido à coloração dourada na base dos tricomas, tornando a espigueta aparentemente com máculas. Porém, esta possui coloração uniforme, e a cor dourada pertence aos tricomas. Seu hábito pode ser confundido com P. clavuliferum C. Wright pelas folhas concentradas na base, porém, em P. clavuliferum as folhas são lineares e densamente concentradas. Na Chapada Diamantina é encontrada principalmente em áreas de caatinga e cerrado.</p> <p>Paspalum carinatum Humb. &amp; Bonpl. ex Fluggé, Gram. Monogr. 65. 1810.</p> <p>(Figs. 6 H-L)</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, 36-76 cm alt. Colmos com 3-4 nós, não invaginados. Folhas concentradas na base; bainhas não desfiadas, não infladas, pilosas, as inferiores vilosas, margens glabras; lígula ca. 0,5 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 6,5-13 x 0,2 cm, lineares a filiformes, convolutas, subglabras a densamente pilosas, base truncada. Inflorescências terminais 5-12 cm compr., 1-(2) racemos alternos; inflorescências axilares ausentes; ráquis com alas laterais estreitas, membranáceas, 3,5-4 mm larg. Espiguetas 4-5 x 1,5-2 mm, solitárias, pediceladas, oval-elípticas, obtusas, não apiculadas, paleáceas a estramíneas, sem máculas; gluma inferior ausente; gluma superior 3-nervada, pilosa no terço basal, tricomas longos em 1/3 da espigueta, não papilosa, margens ciliadas no ápice; lema inferior 3,5-4,5 mm, 5-nervado, piloso no terço basal, com tricomas longos, não hialino, não papiloso, margens curtamente ciliadas no ápice; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 2,8-3,5 x 1-1,2 mm, não estipitado, elíptico, ápice obtuso, pubescente no ápice, liso, estramíneo. Cariopse ca. 1,4 x 0,8 mm, obdeltoide, castanha.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA:Abaíra, 1.II.1992, fl., E.N. Lughadha &amp; R.F. Queiroz 51029 (SPF). Lençóis, 20.IV.1997, fl., R.M. Harley et al. 28631 (HUEFS). Mucugê, 13.II.1997, fl., L. Passos et al. 5554 (ALCB, HUEFS). Umburanas, 11.IV.1999, L.P. Queiroz et al. 5354 (HUEFS). Ocorre na Guiana, Peru e Brasil (Oliveira &amp; Valls 2001). No Brasil, ocorre em todas as regiões (Flora do Brasil 2020). Paspalum carinatum caracteriza-se pela inflorescência com ráquis apresentando alas laterais membranáceas estreitas, 3,5-4 mm de comprimento, e espiguetas com longos tricomas no terço basal. Pode ser confundida com P. stellatum Fluggé, porém esta possui ráquis com alas bem mais largas (5-10 mm), e quando na inflorescência há dois ramos, estes são conjugados; enquanto que em P. carinatum a ráquis possui alas com 3,5-4 mm de largura, e quando há dois ramos na inflorescência, estes são alternos (Denham et al. 2002; Sendulsky &amp; Burman 1978; Zuloaga &amp; Morrone 2005). Na Chapada Diamantina é encontrada principalmente em áreas de campo rupestre e cerrado.</p> </div>	https://treatment.plazi.org/id/038D87932D00D413E4AA3E81FA8D33A9	Public Domain	No known copyright restrictions apply. See Agosti, D., Egloff, W., 2009. Taxonomic information exchange and copyright: the Plazi approach. BMC Research Notes 2009, 2:53 for further explanation.		Plazi	Pimenta, Karena M.;Rua, Gabriel H.;Oliveira, Reyjane P.	Pimenta, Karena M., Rua, Gabriel H., Oliveira, Reyjane P. (2019): O gênero Paspalum L. (Poaceae) na Chapada Diamantina, Bahia, Brasil. Iheringia, Série Botânica (e 2019011) 74: 1-29, DOI: 10.21826/2446-82312019v74e2019011, URL: http://dx.doi.org/10.21826/2446-82312019v74e2019011
038D87932D02D41EE72839C1FD2B3649.text	038D87932D02D41EE72839C1FD2B3649.taxon	http://purl.org/dc/dcmitype/Text	http://rs.tdwg.org/ontology/voc/SPMInfoItems#GeneralDescription	text/html	pt	Paspalum clavuliferum C. Wright, Fl.	<div><p>Paspalum clavuliferum C. Wright, Fl. Club. 195. 1871.</p> <p>(Fig. 3 C; Figs. 6 M-Q)</p> <p>Plantas anuais, cespitosas, 13-32 cm alt. Colmos com 3-4 nós, não invaginados. Folhas concentradas na base; bainhas não desfiadas, não infladas, pilosas, as inferiores glabras a pilosas, margens pilosas; lígula 1-1,5 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 2,5-14 x 0,1-0,3 cm, lineares, planas, pilosas, base truncada. Inflorescências terminais 2-5 cm compr., 2(3) racemos alternos; axilares ausentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 1-1,2 x 0,5 mm, pareadas, espiguetas secundárias freqüentemente rudimentares, pediceladas, obovais, agudas, não apiculadas, esverdeadas, raramente com manchas vináceas; gluma inferior ausente; gluma superior 0,9-1 mm compr., 3-nervada, pilosa, com tricomas clavados, não papilosa, não ciliada nas margens; lema inferior 1-1,2 mm compr., 3-nervado, glabro, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 1-1,2 x 0,5 mm, não estipitado, oboval, ápice agudo, glabro, papiloso, estramíneo. Cariopse ca. 0,8 x 0,6 mm compr., oval, verde. Material examinado: BRASIL, BAHIA: Morro do Chapéu, 3.V.2007, fl., R.P. Oliveira &amp; G.H. Rua 1257 (HUEFS); 19.II.2012, fl., K.M. Pimenta &amp; R.P. Oliveira 305 (HUEFS).</p> <p>Ocorre do México ao Brasil (Renvoize 1984). Neste último, foi registrada em todas as regiões, exceto na Sul (Flora do Brasil 2020). Paspalum clavuliferum caracteriza-se pela presença de tricomas clavados na gluma superior. O material analisado não possui folhas densamente pilosas em ambas as faces, como ocorre no material citado por Maciel et al. (2009) para Pernambuco. Ao contrário, estas são pilosas apenas nas margens e na face adaxial. Pode ser confundida com P. arenarium, porém é diferenciada pelas folhas lineares concentradas na base e pelos tricomas clavados, enquanto que em P. arenarium as folhas são lanceoladas e os tricomas tuberculados e dourados na base. Na Chapada Diamantina é encontrada principalmente em áreas de caatinga.</p> <p>Paspalum conjugatum P.J. Bergius, Acta Helv. Phys. - Math. 7:129. 1772.</p> <p>(Figs. 7 A-C)</p> <p>Plantas perenes, estoloníferas, 25-30 cm alt. Colmos com 2-3 nós, não invaginados. Folhas distribuídas ao longo do colmo; bainhas não desfiadas, não infladas, glabras, margens pilosas; lígula 0,5 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 2,8-7,2 x 0,5-1 cm, lanceoladas, planas, escabras, base arredondada. Inflorescências terminais 5-9 cm compr., 2 racemos conjugados, as axilares presentes ou ausentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 1,5-1,7 x 1-1,2 mm, solitárias, pediceladas, ovais, agudas, apiculadas, paleáceas, sem máculas; gluma inferior ausente; gluma superior 1,5- 1,7 mm compr., 2-nervada, longamente ciliada nas margens, com tricomas longos, não papilosas; lema inferior 1,4-1,6 mm compr., 2-nervado, glabro, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior ca. 1,3 x 1,5 mm, não estipitado, oval, ápice agudo, glabro, liso, estramíneo. Cariopse não vista. Material examinado: BRASIL. BAHIA: Andaraí, 13.X.2012, fl., K.M. Pimenta et al. 541 (HUEFS).</p> <p>Ocorre principalmente nos trópicos, sendo menos comum no hemisfério oriental (Oliveira &amp; Valls 2001). No Brasil ocorre em todas as regiões (Flora do Brasil 2020). Paspalum conjugatum caracteriza-se pelo hábito estolonífero, inflorescência com dois racemos conjugados e espiguetas pequenas, amareladas e longamente ciliadas nas margens. Apesar de ser uma espécie comum em florestas, na Chapada Diamantina foi encontrada apenas no Morro do Castelo, em Andaraí, em uma área de mata de galeria na base do morro, como é uma área com poucas coletas nunca havia sido registrada para a região.</p> <p>Paspalum corcovadense Raddi, Agrostogr. Bras. 27. 28. 1823.</p> <p>(Fig. 3 D; Figs. 7 D-F)</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, 80-100 cm alt. Colmos com 4-7 nós, não invaginados. Folhas concentradas na base; bainhas não desfiadas, não infladas, glabras, as inferiores grabras, margens pilosas; lígula 1-1,3 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 14,5-29 x 0,9-1,3 cm, lanceoladas, planas, pilosa apenas na face abaxial, base atenuada. Inflorescências terminais 13-14 cm compr., (2)5-6 racemos alternos; inflorescências axilares ausentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 2,5-2,8 x 1,5 mm, pareadas, pediceladas, elípticas, agudas, não apiculadas, esverdeadas; gluma inferior ausente, sem máculas; gluma superior 2-2,2 mm compr., 3-nervada, glabra a pilosa, tricomas adpressos, não papilosas, não ciliada nas margens; lema inferior 2,5- 2,8 mm compr., 3-5(7) nervado, glabro, não hialinos, não papilosos, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 2-2,2 x 1-1,2 mm, não estipitado, elíptico, ápice obtuso, glabro, liso, estramíneo. Cariopse ca. 1 x 0,8 mm, suborbicular, estramínea.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Andaraí, 13.X.2012, fl., K.M. Pimenta et al. 539 (HUEFS). Maracás, 22.IV.2002, fl., K.R.B. Leite et al. 219 (HUEFS). Mucugê, 31.IX.2011, fl., K.M. Pimenta &amp; R.P. Oliveira 277 (HUEFS).</p> <p>Ocorre em regiões tropicais e subtropicais da América do Sul (Oliveira &amp; Valls 2001). No Brasil, distribui-se no Nordeste, Sudeste e Sul (Flora do Brasil 2020). Paspalum corcovadense caracteriza-se pela base atenuada da lâmina e pela gluma superior mais curta que a espigueta, deixando o ápice do antécio superior visível. É semelhante a P. oligostachyum Salzm. ex Steud., porém as espiguetas obovais com até 2 mm de comprimento, antécios levemente papilosos e cariopse orbicular e castanha de P. oligostachyum se contrapõem às espiguetas elípticas com mais de 2,5 cm de comprimento, antécios lisos e cariopse suborbicular e estramínea de P. corcovadense.</p> <p>Paspalum molle também possui um estreitamento na base da lâmina foliar; porém as lâminas foliares nessa espécie são mais compridas do que a bainha, e as espiguetas menores que 2 mm de comprimento, enquanto que em P. corcovadense lâminas e bainhas apresentam menores diferenças no comprimento, que em alguns casos são equitativas, e as espiguetas excedem 2,5 mm de comprimento.</p> <p>Foi verificado ao longo do estudo que P. corcovadense possui ampla variação morfológica, principalmente no comprimento (14,5-29 cm) e na disposição das lâminas foliares, as quais estão concentradas na base ou distribuídas ao longo do colmo, e no tamanho e número de ramos da inflorescência. Na Chapada Diamantina é encontrada em áreas de floresta.</p> <p>Paspalum coryphaeum Trin., Gram. Panic. 144. 1826. (Fig. 3 E; Figs. 7 G, H)</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, 41-100 cm alt. Colmos com ca. 4 nós, não invaginados. Folhas concentradas na base; bainhas levemente desfiadas, não infladas, glabras a pilosas, as inferiores glabras, margens glabras a pilosas; lígula ca. 1-2 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 15,5-52 x 0,5-1,5 cm, linear-lanceoladas, planas, glabras, base não atenuada. Inflorescências terminais 22-34 cm compr., racemosas, 28-39 racemos; inflorescências axilares ausentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 2-2,5 x 0,8-1 mm, pareadas, pediceladas, elípticas, agudas, não apiculadas, castanhas, sem máculas; gluma inferior ausente; gluma superior 3-nervada, pubescente com tricomas curtos de base ferrugínea, não ciliada nas margens; lema inferior 2-2,2 mm compr., 3-nervado, glabro, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 2-2,5 x 0,8-1 mm, não estipitado, elíptico, ápice obtuso, totalmente glabro, liso, estramíneo. Cariopse não vista.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Morro do Chapéu, 5.V.2007, fl., R.P. Oliveira et al. 1304 (HUEFS). Mucugê, 13.II.1997, fl., E. Saar et al. 5580 (ALCB, HUEFS). Rio de Contas, 3.III.2004, fl., R.M. Harley &amp; A.M. Giulietti 55012 (HUEFS).</p> <p>Ocorre no Panamá, Trindade, Guiana e Brasil (Oliveira &amp; Valls 2001). No Brasil, distribui-se na maioria das regiões, execeto na região Sul (Flora do Brasil 2020). Paspalum coryphaeum caracteriza-se principalmente pela inflorescência com vários ramos e espiguetas castanhas pubescentes. Em Barreto (1966) a espécie é tratada como decumbente, porém foram aqui verificadas apenas plantas cespitosas, assim como constatado por Oliveira &amp;Valls (2001) e Maciel et al. (2009). De fato, as plantas modificam seu hábito com a idade e a situação em que crescem (Chase 1929). Na Chapada Diamantina foram observados materiais mais constantes, exceto por S. Atkins et al. 5580, que apresentou-se mais robusto do que os demais, com folhas maiores, 52 mm de comprimento, e lígula ca. 10 mm de comprimento. Na Chapada Diamantina é encontrada principalmente em áreas de caatinga e floresta.</p> <p>Paspalum densum Poir., Encycl. Suppl. 5:32. 1804. (Figs. 7 I-L)</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, ca. 100 cm alt. Colmos com ca. 5 nós, não invaginados. Folhas concentradas na base; bainhas não desfiadas, não infladas, glabras, as inferiores glabras, reticuladas, margens glabras; lígula 3-3,2 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 15-36 x 1,6 cm, lanceoladas, conduplicadas, glabras, base truncada. Inflorescências terminais ca. 23 cm compr., ca. 46 racemos alternos; inflorescências axilares ausentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 2-2,5 x 1,5 mm, pareadas, pediceladas, orbiculares, obtusas, levemente apiculadas, castanhas, sem máculas; gluma inferior ausente; gluma superior 1,9-2,3 mm compr., 3-nervada, glabra, não papilosa, não ciliada nas margens; lema inferior 2-2,4 mm compr., 3-nervado, glabro, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 2-2,5 x 1,2- 1,5 mm, não estipitado, orbicular, ápice obtuso, glabro, papiloso, estramíneo. Cariopse não vista.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Rio de Contas, 6.IV.1992, fl., G.M. Hatschbach &amp; E. Barbosa 56694 (HUEFS).</p> <p>Ocorre nas Américas Central e do Sul (Oliveira &amp; Valls 2001), e no Brasil ocorre em todas as regiões (Flora do Brasil 2020). Paspalum densum é muito semelhante a P. millegrana Schrad., diferindo principalmente pelas inflorescências, as quais têm até 50 ramos, e segundo Renvoize (1984), não possuem formato piramidal, enquanto que em P. densum as inflorescências são piramidais e constituídas por mais de 60 ramos. Foi verificado ainda que em P. densum as espiguetas apresentam antécio visível e lema aplanado, enquanto que em P. millegrana o antécio apresenta-se totalmente coberto e o lema tem uma pequena depressão no centro.A identidade dessas duas espécies não está completamente esclarecida, e provavelmente existem muitas identificações duvidosas ou errôneas nos herbários. Na Chapada Diamantina é encontrada principalmente em áreas alteradas como borda de floresta, cerrado e caatinga.</p> <p>Paspalum erianthum Nees ex Trin., Gram. Panic. 121. 1826.</p> <p>(Fig. 3 F; Figs. 7 M, N)</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, (40) 50-150 cm alt. Colmos com ca. 4 nós, não invaginados. Folhas distribuídas ao longo do colmo; bainhas desfiadas, não infladas, pilosas a vilosas, as inferiores vilosas, margens pilosas; lígula ca. 0,4 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 11-19 x 5 cm, linear-lanceoladas, planas, pilosas, base truncada. Inflorescências terminais 6-16 cm compr., 3-4 racemos alternos a sobrepostos; inflorescências axilares ausentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 3,5-4 x 2- 1,5 mm, pareadas, pediceladas, elípticas, agudas, não apiculadas, esverdeadas com manchas vináceas; gluma inferior ausente; gluma superior 3,5-4 mm compr., 5-nervada, vilosa, com tricomas longos, não papilosa, não ciliada nas margens; lema inferior 3,4-3,9 mm compr., 3-nervado, piloso, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 3,5-3 x 1-1,5 mm, não estipitado, elíptico, ápice agudo, glabro, levemente papiloso, estramíneo. Cariopse ca. 2 x 0,8 mm, elíptica, castanha.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA:Abaíra, 10.I.1992, fl., R.F. Queiroz &amp; D.J.N. Hind 50057 (CEPEC, HUEFS, SPF); 30.XII.1993, fl., W. Ganev 2726 (HUEFS); 10.I.1994, fl., W. Ganev 2763 (HUEFS).</p> <p>Ocorre do México ao norte do Uruguai (Morrone et al. 2004), e no Brasil ocorre em todas as regiões, sendo um novo registro para o estado da Bahia, com base na Flora do Brasil 2020. Paspalum erianthum caracteriza-se principalmente por apresentar nós pubescentes, bainhas velutinas, folhas pilosas e espiguetas pilosas a vilosas. O material D.J.N. Hind &amp; R.F. Queiroz 50057 apresentou-se com um porte mais delicado, muito semelhante a P. sanguinolentum Trin. Muitos autores consideraram essas duas espécies como distintas (Trinius 1826; Chase 1929; Oliveira &amp; Valls 2001), porém atualmente a mesma é tratada como sinônimo de P. erianthum (Morrone et al. 2004). Segundo Sendulsky &amp; Burman (1978) P. sanguinolentum possui lâminas foliares de cor vemelho-púrpura e apresenta variação quanto ao grau de pilosidade das lâminas foliares e organização das espiguetas na ráquis, porém esse caráter não foi observado nos materiais da área de estudo.</p> <p>Paspalum erianthum possui provável influência do fogo em sua floração, uma vez que no material examinado fértil é evidente resquícios de folhas queimadas na base da planta. Este tipo de influência do fogo é um evento comum em muitas espécies de plantas que ocorrem na Chapada Diamantina (Harley et al. 2005). Na Chapada Diamantina é encontrada principalmente em áreas de cerrado.</p> <p>Paspalum giuliettiae K.M. Pimenta, G.H. Rua &amp; R.P. Oliveira, Sys. Bot., 38.3. 2013.</p> <p>(Fig. 3 G)</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, 20-40 cm alt. Colmos com ca. 3 nós, não invaginados. Folhas concentradas na base; bainhas não desfiadas, não infladas, glabras, margens ciliadas; lígula ca. 0,5 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 2,5-11 x 0,9-1,2 cm, lanceoladas a lineares, planas, glabras, base arredondada. Inflorescências terminais 5-5,5 cm compr., 2(3) racemos alternos a subconjugados; inflorescências axilares presentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 1,5-1,9 x 1-1,2 mm, solitárias, pediceladas, elípticas, obtusas a agudas, não apiculadas, esverdeadas, sem máculas; gluma inferior ausente; gluma superior 1,5- 1,9 mm compr., 3-4-nervada, glabra, não papilosa, não ciliada nas margens; lema inferior 1,5-1,9 mm compr., 4-nervado, glabro, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 1,5-1,7 x 1-1,2 mm, não estipitado, elíptico a oboval, ápice obtuso a agudo, glabro, papiloso, estramíneo. Cariopse ca. 1 mm, oboval, castanha.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Andaraí, 13.X.2012, fl., K.M. Pimenta et al. 528 (HUEFS). Ibicoara, 20.IX.2012, fl., K.M. Pimenta et al. 499 (HUEFS). Mucugê, 01.X.2011, fl., K.M. Pimenta &amp; C.Silva 281 (HUEFS).</p> <p>Endêmica do Brasil, conhecida apenas do estado da Bahia, na região da Chapada Diamantina (Pimenta et. al. 2013). Paspalum giuliettiae é morfologicamente relacionada ao grupo informal Notata, semelhante a P. pumilum Nees, porém possui os ramos da inflorescência separados por um entrenó conspícuo com 0,6-1 cm de comprimento. e inflorescência axilar com 1-2 ramos, ausente em P. pumilum (Pimenta et al. 2013). Foi possível verificar a ocorrência de variação morfológica dentro dessa espécie quanto ao formato das lâminas foliares, que variam de lanceoladas a lineares, assim como no ápice dos antécios que variam entre agudos e obtusos. Na Chapada Diamantina é encontrada no campo rupestre, em áreas com solo encharcado.</p> </div>	https://treatment.plazi.org/id/038D87932D02D41EE72839C1FD2B3649	Public Domain	No known copyright restrictions apply. See Agosti, D., Egloff, W., 2009. Taxonomic information exchange and copyright: the Plazi approach. BMC Research Notes 2009, 2:53 for further explanation.		Plazi	Pimenta, Karena M.;Rua, Gabriel H.;Oliveira, Reyjane P.	Pimenta, Karena M., Rua, Gabriel H., Oliveira, Reyjane P. (2019): O gênero Paspalum L. (Poaceae) na Chapada Diamantina, Bahia, Brasil. Iheringia, Série Botânica (e 2019011) 74: 1-29, DOI: 10.21826/2446-82312019v74e2019011, URL: http://dx.doi.org/10.21826/2446-82312019v74e2019011
038D87932D0FD419E4EE3CE1FAA93316.text	038D87932D0FD419E4EE3CE1FAA93316.taxon	http://purl.org/dc/dcmitype/Text	http://rs.tdwg.org/ontology/voc/SPMInfoItems#GeneralDescription	text/html	pt	Paspalum hyalinum Trin., Gram. Panic.	<div><p>Paspalum hyalinum Nees ex Trin., Gram. Panic. 103. 1826.</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, ca. 30 cm alt. Colmos com ca. 5 nós, não invaginados. Folhas concentradas na base; bainhas não desfiadas, não infladas, pilosas, as inferiores hirsutas, margens pilosas; lígula ca. 1 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 3,5-9 x 1-2 cm, lineares, planas, densamente pilosas, base arredondada. Inflorescências terminais ca. 4 cm compr., 2 racemos alternos; inflorescências axilares ausentes: ráquis sem alas laterais. Espiguetas ca. 1,8 x 1 mm, solitárias, pediceladas, elípticas, agudas, não apiculadas, esverdeadas com manchas vináceas; gluma inferior ausente; gluma superior 1,8- 1,9 mm, 2-nervada, glabra, não papilosa, não ciliada nas margens; lema inferior ca. 1,7 mm compr., (2)5-nervado, glabro, hialino no centro, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 1,5- 1,6 x 0,8-0,9 mm, não estipitado, elíptico, ápice obtuso, glabro, levemente papiloso, estramíneo. Cariopse não vista. Material examinado: BRASIL, BAHIA: Entre Rios, 17.III.2010, fl., J.G. Carvalho-Sobrinho &amp; R.F. Machado 2830 (HUEFS). Rio de Contas, 18.X.12, fl., R.P. Oliveira et al. 2176 (HUEFS).</p> <p>Ocorre da Guiana até o Paraguai e Brasil (Oliveira &amp; Valls 2001). No Brasil ocorre em todas as regiões (Flora do Brasil 2020). Paspalum hyalinum caracteriza-se pela espigueta com até 1,8 mm de comprimento. e glabra com uma porção hialina no centro do lema superior.Assemelhase a P. minarum Hack., porém não apresenta a mancha em forma de V no lema superior característica dessa espécie. Segundo Sendulsky &amp; Burman (1980) pode ser encontrada em diversos ambientes, sugerindo uma ampla tolerância ambiental.</p> <p>Paspalum lanciflorum Trin., Sp. Gram. 3. 286. 1829. (Fig. 4 A; Figs. 7 O-S)</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, 70-150 cm alt. Colmos com ca. 4 nós, não invaginados. Folhas distribuídas ao longo do colmo; bainhas não desfiadas, não infladas, pilosas, as inferiores glabras a pilosas, margens glabras; lígula 3,5-4 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 12,5-18 x 0,5-0,7 cm, linear-lanceoladas, planas, hirsutas, base truncada. Inflorescências terminais 8-11 cm compr., (2)3-5 racemos subconjugados; inflorescências axilares ausentes; ráquis com alas laterais membranáceas amareladas até castanhas, 5-6 mm larg. Espiguetas 4,5-7 x 1,9-2,1 mm, solitárias, sésseis, lanceoladas, agudas, não apiculadas, paleáceas, sem máculas; gluma inferior ausente; gluma superior 3-nervada, pilosa, com tricomas longos na base, não papilosa, ciliada nas margens; lema inferior 5,5-6 mm compr., glabro, não hialino, não papiloso, ciliado nas margens; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 3-4 x 1 mm, estipitado, linear, ápice agudo, glabro, escabro no ápice, liso, estramíneo. Cariopse não vista.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Abaíra, 13.IV.1992, fl., W. Ganev 144 (HUEFS); 30.V.2003, fl., M.J.G Andrade &amp; A.S. Conceição 333 (HUEFS). Barra da Estiva, 22.V.1991, fl., E.B. Santos &amp; S. Mayo 261 (CEPEC). Rio de Contas, 16.IV.2003, fl., A.M. Giulietti et al. 2240 (HUEFS).</p> <p>Ocorre no Panamá, Colômbia, Guiana, Suriname, Venezuela, Brasil e Bolívia. No Brasil, ocorre nas Regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste (Flora do Brasil 2020), sendo um novo registro de ocorrência para a Bahia. Paspalum lanciflorum é reconhecido pelas inflorescências com 3-5 ramos subconjugados, com alas laterais de 5-6 mm de largura, douradas, e espiguetas lanceoladas e pilosas. Esta espécie é muito semelhante a P. stellatum, sendo diferenciadas principalmente pelo número de ramos da inflorescência, a qual em P. lanciflorum apresenta-se com 3-6 ramos (vs. 1(2) ramos em P. stellatum) e o tamanho das espiguetas, 4,5-7 mm de comprimento em P. lanciflorum vs. 2,4–4 mm de comprimento em P. stellatum (Denham et al. 2002). Na Chapada Diamantina é encontrado principalmente em áreas de cerrado e campo rupestre.</p> <p>Paspalum ligulare Nees, Fl. Bras. Enum. 2:60. 1829. (Figs. 7 T-W)</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, ca. 60 cm alt. Colmos com ca. 4 nós, não invaginados. Folhas distribuídas ao longo do colmo; bainhas não desfiadas, não infladas, glabras, as inferiores não velutinas na base, margens glabras; lígula 1,6-4 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 7-41 x 0,3- 0,5 cm, lineares, planas, glabra a pilosa, base truncada. Inflorescências terminais 16-17 cm compr., 8-9 racemos alternos; inflorescências axilares ausentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas ca. 2,5 x 1,5 mm, pareadas, pediceladas, oblongas, agudas, apiculadas, esverdeadas, sem máculas; gluma inferior ausente; gluma superior ca. 2,5 x 1,5 mm compr., 3-nervada, glabra, sem tricomas, não papilosas, não ciliada nas margens; lema inferior 2,5- 1,4 mm compr., 3-nervado, glabro, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 2,4-2,5 x 2,5 mm, não estipitado, oblongo, ápice agudo, glabro, papiloso, estramíneo. Cariopse não vista.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Morro do Chapéu, 3.V.2007, fl., R.P. Oliveira &amp; G.H. Rua 1268 (HUEFS).</p> <p>Ocorre na América Central e Brasil (Swallen 1955). No Brasil ocorre nas regiões Nordeste e Sudeste (Flora do Brasil 2020). Até então, Paspalum ligulare não havia sido enquadrada em nenhum grupo informal, logo, por ser morfologicamente semelhante a Paspalum pleostachyum Döll, foi aqui inserida no grupo informal Caespitosa. Paspalum ligulare caracteriza-se pela sua lígula bem desenvolvida, com até 4 mm de comprimento, lâminas foliares lineares planas e espiguetas com até 2,5 mm de comprimento, com gluma superior e lema inferior glabros. Na Chapada Diamantina é encontrado principalmente em área de caatinga.</p> <p>Paspalum lineare Trin., Gram. Panic. 99, 1826. (Figs. 8 A-D)</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, 46-52 cm alt. Colmos com ca. 3 nós, não invaginados. Folhas distribuídas ao longo do colmo; bainhas não desfiadas, não infladas, glabras a levemente pilosas, as inferiores geralmente velutinas na base, margens glabras a pilosas; lígula 3-5 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 10-20 x 0,1 cm, filiformes, convolutas, glabras a pilosas, base truncada. Inflorescências terminais 4,5-9 cm compr., 2-3(4) racemos conjugados a subconjugados; inflorescências axilares ausentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 4-5 x 1,3-2 mm, solitárias, pediceladas, elípticas, agudas, não apiculadas, esverdeadas, sem máculas; gluma inferior ausente; gluma superior 2,5-5 mm compr., (3)5-nervada, glabra a pilosa, com tricomas tuberculados na base, não papilosas, não ciliada nas margens; lema inferior 4-4,5 mm compr., 5-nervado, glabro, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 4-4,5 x 1-1,5 mm, elíptico, ápice obtuso, glabro, liso, estramíneo. Cariopse não vista.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Cascavel, 21.III.1999, fl., R.M. Harley et al. 53564 (HUEFS). Piatã, 26.XII.1992, fl., R.M. Harley et al. 50411 (CEPEC, HUEFS, SPF). Rio de Contas, 10.VIII.2000, fl., R.P. Oliveira et al. 612 (HUEFS).</p> <p>Ocorre na Costa Rica, Cuba e Antilhas, até Argentina e Brasil (Oliveira &amp; Valls 2001). No Brasil ocorre em todas as regiões (Flora do Brasil 2020). Paspalum lineare possui nós barbados (Trinius 1826; Chase 1929), apesar da variação desse caráter citada por Oliveira &amp; Valls (2002), nos materiais da Chapada Diamantina os caracteres mantiveram-se constantes. O material analisado tem evidências de fogo antes da floração, evidenciando relação fenológica com a queima periódica da vegetação (Zuloaga &amp; Morrone 2005). Embora normalmente a gluma superior esteja ausente nessa espécie, no material A.A. Conceição 4157 foi verificada a presença dessa estrutura, porém reduzida. Na Chapada Diamantina é encontrado em áreas de cerrado e campo rupestre.</p> <p>Paspalum loefgrenii Ekman, Ark. Bot. 10(17):15 1911. (Fig. 8 E)</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, 90-150 cm alt. Colmos com ca. 3 nós, não invaginados. Folhas distribuídas ao longo do colmo; bainhas desfiadas na base, não infladas, glabras, as inferiores vilosas na base, margens glabras; lígula ca. 1,5 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 25,5-53 x 0,7-1,5 cm, linear-lanceoladas, planas, glabra a levemente pilosas, base truncada. Inflorescências terminais 18-30 cm compr., 10-14 racemos alternos; inflorescências axilares ausentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 3-3,2 x 1,5 mm, pareadas, pediceladas, elípticas, agudas, não apiculadas, esverdeadas com manchas vináceas; gluma inferior ausente; gluma superior 2,9-3 mm compr., 5-nervada, pilosa, com tricomas adpressos, não papilosas, não ciliada nas margens; lema inferior 3-3,2 mm compr., 3-nervado, piloso, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 2,9-3 x 1,5 mm, não estipitado, elíptico, ápice agudo, glabro, levemente papiloso, estramíneo. Cariopse não vista.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Mucugê, 13.II.1997, fl., L. Passos et al. 5552 (ALCB, HUEFS). Rio de Contas, 2.II.1997, fl., B. Stannard et al. 4870 (ALCB, HUEFS). Umburanas, 1.IV.1999, fl., L.P. Queiroz et al 5313 (HUEFS).</p> <p>Ocorre na Guiana e Brasil (Renvoize 1984). No Brasil ocorre nas regiões Norte e Nordeste (Flora do Brasil 2020). Paspalum loefgrenii é distinta das demais espécies da área de estudo pelo conjunto de folhas alongadas, com 25,5- 53 cm de comprimento, e base da planta com bainhas senescentes desfiadas, formando um emaranhado de folhas secas, e espiguetas com ápice agudo. O antécio de P. loefgrenii possui um estreitamento na base, não sendo, porém, estipitado. O material A.A. Conceição 3148 apresentou-se com um porte mais delicado que os demais materiais analizados, com base foliar densamente vilosa e pouco desfiada. Na Chapada Diamantina é encontrado em áreas de cerrado e campo rupestre.</p> <p>Paspalum maculosum Trin., Gram. Panic. 98. 1826. (Figs. 8 F-J)</p> <p>Plantas perenes, rizomatosas, ca. 100 cm alt. Colmos com ca. 9 nós, não invaginados. Folhas distribuídas ao longo do colmo; bainhas não desfiadas, não infladas, pilosas a vilosas, as inferiores glabras, margens glabras a pilosas; lígula ca. 0,5 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas ca. 30 x 0,2 cm, filiformes, convolutas, pilosas, base truncada. Inflorescências terminais ca. 7,5 cm compr., 2 racemos conjugados; inflorescências axilares ausentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 2,2-2,5 x 1,2 mm, solitárias, pediceladas, elípticas, agudas, não apiculadas, castanhas com máculas douradas; gluma inferior ausente; gluma superior 2,2-2,5 mm compr., 5-nervada, glabra, papilosa, não ciliada nas margens; lema inferior 2,5- 2,2 mm compr., 3-nervado, glabro, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril; pálea ausente; antécio superior 2,2-2,5 x 1,2 mm, não estipitado, elíptico, ápice obtuso, glabro, liso, estramíneo. Cariopse não vista. Material examinado: BRASIL, BAHIA: Abaíra, 17.I.2003, fl., L.R. Senna et al. 87 (HUEFS). Rio de Contas, 3.III.1994, fl., C.M. Atkins et al. 14785 (SPF).</p> <p>Ocorre da Guiana até Argentina, Uruguai e Brasil (Oliveira &amp; Valls 2001). No Brasil ocorre em todas as regiões (Flora do Brasil 2020). Paspalum maculosum caracteriza-se pelos rizomas arqueados cobertos de catáfilos e pela gluma superior e a lema inferior papilosos e com máculas douradas; porém, este último caráter é variável e ocasionalmente as espiguetas não têm máculas (Zuloaga et al. 2004). Na Chapada Diamantina é encontrado em áreas de campo rupestre.</p> <p>Paspalum madorense Renvoize, Kew Bull. 39:179. 1984.</p> <p>(Fig. 4 C; Figs. 8 H-J)</p> <p>Plantas perenes, rizomatosas, ca. 40 cm alt. Colmos com 9-15 nós, invaginados. Folhas distribuídas ao longo do colmo; bainhas não desfiadas, não infladas, glabras, as inferiores glabras, margens glabras; lígula ca 0,5 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 8-11,5 x 3-4 cm, lineares, planas, glabras, base truncada. Inflorescências terminais 4-5,5 cm compr., 2(3) racemos subconjugados; inflorescências axilares ausentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 2,2-2,5 x 1-1,2 mm, solitárias, pediceladas, elípticas, obtusas, não apiculadas, esverdeadas a paleáceas, sem máculas; gluma inferior ausente; gluma superior 2,2- 2,5 mm compr., 3-nervada, glabra, não papilosas, não ciliada nas margens; lema inferior 2-2,2 mm compr., 3-nervado, glabro, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 2-2,2 x 1-1,2 mm, não estipitado, elíptico, ápice obtuso, glabro, liso, estramíneo. Cariopse não vista.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Morro do Chapéu, 6.V.2007, fl., R.P. Oliveira et al. 1337 (HUEFS). Endêmica do Brasil, exclusiva do estado da Bahia (Flora do Brasil 2020). Paspalum madorense destaca-se pelas espiguetas obtusas solitárias e colmo ‘invaginado’, ou seja, as bainhas foliares circundam conspicuamente o eixo do caule. A região de diferenciação entre bainha e lâmina, inclusive a lígula, não são muito bem definidas nessa espécie, tornando pouco evidentes tais estruturas. Na Chapada Diamantina é encontrado próximo a leito de rios.</p> </div>	https://treatment.plazi.org/id/038D87932D0FD419E4EE3CE1FAA93316	Public Domain	No known copyright restrictions apply. See Agosti, D., Egloff, W., 2009. Taxonomic information exchange and copyright: the Plazi approach. BMC Research Notes 2009, 2:53 for further explanation.		Plazi	Pimenta, Karena M.;Rua, Gabriel H.;Oliveira, Reyjane P.	Pimenta, Karena M., Rua, Gabriel H., Oliveira, Reyjane P. (2019): O gênero Paspalum L. (Poaceae) na Chapada Diamantina, Bahia, Brasil. Iheringia, Série Botânica (e 2019011) 74: 1-29, DOI: 10.21826/2446-82312019v74e2019011, URL: http://dx.doi.org/10.21826/2446-82312019v74e2019011
038D87932D08D404E728392EFBB33169.text	038D87932D08D404E728392EFBB33169.taxon	http://purl.org/dc/dcmitype/Text	http://rs.tdwg.org/ontology/voc/SPMInfoItems#GeneralDescription	text/html	pt	Paspalum mandiocanum Trin, Gram. Panic.	<div><p>Paspalum mandiocanum Trin, Gram. Panic. 113. 1826.</p> <p>(Fig. 4 B; Fig. 8 K)</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, ca. 50 cm alt. Colmos com 8-9 nós, não invaginados. Folhas distribuídas ao longo do colmo; bainhas não desfiadas, não infladas, glabras, as inferiores glabras, margens ciliadas; lígula ca. 1 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 4,5-8 x 1-1,5 cm, lanceoladas, planas, glabras a esparsamente pilosas, base obtusa. Inflorescências terminais 5-6 cm compr., 1-5 racemos alternos; inflorescências axilares presentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas ca. 2 x 1,3 mm, pareadas, pediceladas, oval-elípticas, agudas, levemente apiculadas, esverdeadas, sem máculas; gluma inferior ausente; gluma superior ca. 1,5 mm compr., 5-nervada, glabra, não papilosa, não ciliada nas margens; lema inferior ca. 2 mm compr., 3-nervado, glabro, margens glabras, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 1,9 x 1,3 mm, não estipitado, oval, ápice agudo, glabro, papiloso, estramíneo. Cariopse não vista.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Abaíra, 13.X.2012, fl., K.M. Pimenta et al. 540 (HUEFS).</p> <p>Ocorre no Brasil, Paraguai, Argentina e Uruguai. No Brasil foi registrado nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul (Flora do Brasil 2020), sendo uma nova ocorrência para a região Nordeste. Paspalum mandiocanum que ocorre na Chapada Diamantina trata-se da var. subaequiglume I.L.Barreto, a qual caracteriza-se pela inflorescência com 1-5 ramos alternos, e gluma superior com 1/3 do comprimento do antécio superior, enquanto a variedade típica desta espécie é caracterizada pela gluma superior e lema inferior do mesmo comprimento do antécio superior (Oliveira &amp; Valls 2001). O material analisado foi coletado em solo alagado entre afloramentos rochosos, sob sombra em áreas de floresta.</p> <p>Paspalum melanospermum Desv. ex Poir, Encycl. Suppl. 4. 315. 1816.</p> <p>(Figs. 8 L-O)</p> <p>Plantas anuais, cespitosas, ca. 35 cm alt. Colmos com 4-5 nós, não invaginados. Folhas distribuídas ao longo do colmo; bainhas não desfiadas, não infladas, glabras, as inferiores glabras, margens glabras; lígula ca. 1,5 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 2,5-9 x 3-6 cm, lanceolada, planas, glabra a escabra, base truncada. Inflorescências terminais 3,5-4,5 cm compr., 2(3) racemos alternos; inflorescências axilares ausentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 1,9-2 x 1,5 mm, pareadas, pediceladas, obovais, obtusas, não apiculadas, castanhas, sem máculas; gluma inferior ausente; gluma superior 1,6-1,9 mm compr., 5-nervada, glabra a levemente pilosa, com tricomas adpressos, não papilosas, não ciliada nas margens; lema inferior 1,9-2 mm compr., 5-nervado, glabro, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 1,8-2 x 1,5 mm, estipitado, oboval, ápice obtuso, glabro, levemente papiloso, castanho escuro. Cariopse não vista.</p> <p>Material examinado: BRASIL. BAHIA: Rio de Contas, 19.VI.2005, fl., R. Dias-Melo et al. 277 (CEN).</p> <p>Ocorre do México ao Brasil (Oliveira 2004) onde é registrada em todas as regiões do país (Flora do Brasil 2020). Paspalum melanospermum possui delimitação bem complicada, como evidenciado por Oliveira (2004), porém pode ser distinta das demais espécies da área de estudo pela espigueta com gluma superior e lema inferior não hialino, além do antécio superior castanho escuro e oboval. Na Chapada Diamantina é encontrado em áreas de campo rupestre.</p> <p>Paspalum millegrana Schrad., Mant. 2: 175. 1824. (Fig. 4 D; Figs. 8 P-Q)</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, eretas, 100-200 cm alt. Colmos com ca. 5 nós, não invaginados. Folhas concentradas na base; bainhas não desfiadas, não infladas, glabras, as inferiores glabras, margens glabras; lígula 2-2,5 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 22,5-65 x 1-2 cm, linear-lanceoladas, planas, glabras, base truncada. Inflorescências terminais 17-26,5 cm compr., (20)27-43 racemos alternos; inflorescências axilares ausentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 1,8-2,1 x 1,5 mm, pareadas, pediceladas, obovais, obtusas, apiculadas, castanhas, às vezes vináceas, sem máculas; gluma inferior ausente; gluma superior 1,8-2,1 mm compr., 3-nervada, glabra, não papilosa, não ciliada nas margens; lema inferior ca. 1,8 mm compr., 3-nervado, glabro, não hialino, não papiloso, algo deprimido no centro, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 1,8-2 x 1,5 mm, não estipitado, oboval, ápice obtuso, glabro, papiloso, estramíneo. Cariopse ca. 1,3 x 1, oboval, castanha.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Ibicoara, 9.V.1999, fl, L.A. Passos et al. 243 (ALCB, CEPEC). Lençóis, 4.VI.1998, fl., R. Funch 76 (HUEFS). Marimbus, 14.XII.2002, fl., F. França et al. 3932 (HUEFS). Morro do Chapéu, 3.V.2007, fl., R.P. Oliveira &amp; G.H. Rua 1243 (HUEFS); 19.II.2012, fl., K.M. Pimenta &amp; R.P. Oliveira 326 (HUEFS).</p> <p>Ocorre na América Central e Antilhas até o Brasil (Renvoize 1984), onde é conhecida em todas as regiões (Flora do Brasil 2020). Paspalum millegrana é comumente confundida com P. densum, porém diferencia-se pelo formato quadrangular da inflorescência (vs. piramidal em P. densum) (Barreto 1966, Renvoize 1984), e o número de ramos da inflorescência, menor de 50 (vs. 60 ou mais em P. densum). Foi verificado ainda que em P. millegrana o antécio apresenta-se totalmente coberto e o lema tem uma pequena depressão central, enquanto que em P. densum as espiguetas apresentam antécio superior visível e o lema é plano. Na Chapada Diamantina é encontrada em áreas alteradas, principalmente próximas a estradas, rodovias e borda de florestas.</p> <p>Paspalum minarum Hack., Oesterr. Bot. Z. 51:235. 1901.</p> <p>(Fig. 4 E; Figs. 8 R-U)</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, 30-50 cm alt. Colmos com 3-5 nós, não invaginados. Folhas concentradas na base; bainhas não desfiadas, não infladas, glabras ou pilosas, as inferiores glabras, margens pilosas; lígula 0,3-0,8 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 4,5-6,5 x 0,3-0,5 cm, lineares, planas a convolutas, pilosas, base truncada. Inflorescências terminais 6,5-9,5 cm compr., 3-4 racemos alternos; inflorescências axilares ausentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 1,8-1,9 x 1 mm, solitárias, pediceladas, oblongas, obtusas, não apiculadas, verde com manchas vináceas; gluma inferior ausente; gluma superior 1,8-1,9 mm compr., 4-nervada, glabra, não papilosa, não ciliada nas margens; lema inferior 1,8-1,9 mm compr., 2-nervado, glabro, com uma mancha em forma de V, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 1,5-1,8 x 0,8 mm, não estipitado, oblongo, ápice obtuso, glabro, liso, estramíneo. Cariopse ca. 1 x 0,7 mm, oval, castanha.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Abaíra, 17.I.2003, fl., L.R. Senna et al. 79 (HUEFS). Morro do Chapéu, 6.V.2007, fl., R.P. Oliveira et al. 1344 (HUEFS). Palmeiras, 22.VIII.2009, fl., J.C. Brito &amp; J. Marques 147 (HUEFS). Rio de Contas, 4.VIII.2006, fl., R.M. Harley 55526 (HUEFS).</p> <p>Endêmica do Brasil, ocorrendo nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste (Flora do Brasil 2020). Paspalum minarum caracteriza-se pela sua inflorescência com 3-4 ramos alternos, com ráquis sem alas laterais e espiguetas solitárias, estas com uma mancha em forma de V no lema inferior. Esse caráter foi demonstrado em ilustrações por Renvoize (1984), embora não incluído nas descrições.</p> <p>A espécie Paspalum brachytrichum Hack. está relacionada com P. minarum, por possuir sobreposição de caracteres quanto ao hábito e inflorescências que causam confusões na delimitação dessas espécies. Porém, P. brachytrichum pertence ao grupo informal Recta (Chase, inéd.) e diferencia-se principalmente pela ausência das nervuras na gluma superior (Hackel 1901). Endêmica dos campos rupestres sobre canga, na região do Quadrilátero Ferrífero (MG) (Viana &amp; Filgueiras 2008), P. brachytrichum é considerada criticamente em perigo (CR) segundo a Lista de Espécies ameaçadas de Extinção da Fundação Biodiversitas (Drummond et al. 2005), sendo indispensável o fornecimento de caracteres e ferramentas claras para a sua identificação.</p> <p>Na área de estudos foram verificadas variações morfológicas bem definidas para Paspalum minarum, principalmente no hábito. No material K.M. Pimenta 330 (HUEFS), por exemplo, a planta é mais robusta com folhas largas, com 0,3–0,5 cm de largura; em K.M. Pimenta 294 e 327 a planta é mais delicada e as folhas mais estreitas, tornando-se filiformes, além de apresentar inflorescências com apenas 2 ramos. A delimitação desta espécie deve ser melhor avaliada. Na Chapada Diamantina é encontrado em áreas de cerrado e campo rupestre.</p> <p>Paspalum molle Poir., Encycl. Suppl. 5:34. 1804. (Figs. 8 V-Z)</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, ca. 28 cm alt. Colmos com ca. 2 nós, não invaginados. Folhas concentradas na base; bainhas não desfiadas, não infladas, pilosas, as inferiores pilosas, margens glabras a pilosas; lígula 2-2,5 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 5,5-20 x 4-6 cm, linear, planas, levemente pilosas, base atenuada. Inflorescências terminais 1,5-2,2 cm compr., 2 racemos alternos; inflorescências axilares ausentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 1,8-2 x 0,8-1 mm, pareadas, pediceladas, elípticas, agudas, não apiculadas, esverdeadas, sem máculas; gluma inferior ausente; gluma superior 1,8- 0,8 mm compr., 5-nervada, pilosa, tricomas adpressos, não papilosa, não ciliada nas margens; lema inferior 1,6-1,8 mm compr., 3-nervado, levemente piloso, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 1,6-1,7 x 0,8-1 mm, não estipitado, elíptico, ápice agudo, glabro, liso, estramíneo. Cariopse não vista.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Andaraí, 18.XI. 2006, fl., M.F. Costa et al. 17 (HUEFS).</p> <p>Ocorre no Sul dos Estados Unidos, América Central, Antilhas, Venezuela e Brasil (Renvoize 1984). No Brasil ocorre apenas na região Nordeste (Bahia e Pernambuco) (Flora do Brasil 2020). Paspalum molle chama atenção pelo seu pequeno porte e pelas longas lâminas foliares em relação à bainha. Pode ser confundida com P. corcovadense devido ao estreitamento na base da lâmina foliar, as quais tornam-se atenuadas. Porém em P. molle as espiguetas não ultrapassam 2 mm de comprimento, enquanto em P. corcovadense as espiguetas possuem mais de 2,5 mm de comprimento. Na Chapada Diamantina é encontrado em áreas de floresta.</p> <p>Paspalum multicaule Poir., Encycl. Suppl. 4: 309. 1816.</p> <p>(Figs. 9 A-D)</p> <p>Plantas anuais, cespitosas, 7-18 cm alt. Colmos com ca. 2 nós, não invaginados. Folhas concentradas na base; bainhas não desfiadas, não infladas, glabras, as inferiores glabras, margens glabras; lígula ca. 1 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 3,5-7 x 0,1-0,2 cm, linear, planas, pilosas, base truncada. Inflorescências terminais 1,8-2,5 cm compr., 2 racemos conjugados; inflorescências axilares ausentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 1,2 x 1 mm, solitárias, pediceladas, orbiculares, obtusas, não apiculadas, esverdeadas com manchas vináceas; gluma inferior ausente; gluma superior ca. 1,2 mm compr., 3-nervada, pilosa, com tricomas globulares, não papilosa, não ciliada nas margens; lema inferior ca. 1,2 mm compr., 2-nervado, com tricomas globulares, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 1-1,2 x 1 mm, não estipitado, suborbicular, ápice obtuso, glabro, levemente papiloso, estramíneo. Cariopse não vista. Material examinado: BRASIL, BAHIA: Canavieiras, 12.X.1998, fl., S.C. Sant’Ana et al. 714 (SP). Ibicoara, 13.X.2007, W. Guedes et al. 13836 (ALCB). Ibicoara, 13.X.2007, fl., M.L. Guedes et al. 13836 (ALCB). Morro do Chapéu, 18.II.1971, fl., H.S. Irwin et al. 32514 (UB). Mucugê, 05.II.1974, fl., R.M. Harley 16023 (CEN); 5.II.1974, fl., R.M. Harley 16023 (CEN, CEPEC).</p> <p>Ocorre desde México, Bolívia, Trinidad até o Paraguai e Brasil (Oliveira &amp; Valls 2001), onde ocorre em todas as regiões, exceto no Sul (Flora do Brasil 2020). Paspalum multicaule pode ser confundida com P. clavuliferum, porém as espiguetas solitárias com tricomas globulares de P. multicaule as diferenciam, sendo que P. clavuliferum possui espiguetas pareadas com tricomas clavados. Comum em áreas com solo arenoso (Maciel et al. 2009), na Chapada Diamantina é encontrado em área de caatinga.</p> <p>Paspalum nutans Lam., Tabl. Encycl. 1:175. 1791. (Fig. 4 F; Figs. 9 E, F)</p> <p>Plantas perenes, decumbentes, 22-77 cm alt. Colmos com 4-5 nós, não invaginados. Folhas distribuídas ao longo do colmo; bainhas não desfiadas, não infladas, glabras, as inferiores glabras, margens glabras a pilosas; lígula ca. 1 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 4,5-12,5 x 0,8-1,5 cm, lanceoladas, planas, pilosas, base cuneada. Inflorescências terminais 3,5-5,5 cm compr., 1 racemo solitário; inflorescências axilares presentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 1,9-2 x 1-1,2 mm, pareadas, pediceladas, elípticas, agudas, não apiculadas, esverdeadas, sem máculas; gluma inferior presente, geralmente reduzida; gluma superior 1,3-1,5 mm compr., 3-nervada, glabra, não papilosa, não ciliada nas margens; lema inferior 1,9-2 mm compr., 5-nervado, glabro, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 1,8-2 x 0,9-1,2 mm, não estipitado, elíptico, ápice agudo, glabro, papiloso, estramíneo. Cariopse não vista.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Andaraí, 13.X.2012, fl., K.M. Pimenta et al. 526 (HUEFS); 13.X.2012, fl., K.M. Pimenta et al 532 (HUEFS). Ibicoara, 12.X.2012, fl., K.M. Pimenta et al. 519 (HUEFS). Rio de Contas, fl., 18.X.12, R.P. Oliveira et al. 2180 (HUEF).</p> <p>Ocorre de Honduras até o Brasil e Ilhas Maurício, na África (Oliveira &amp; Valls 2001). No Brasil ocorre em todas as regiões, exceto Centro-Oeste (Flora do Brasil 2020). Paspalum nutans caracteriza-se pelas inflorescências terminais e axilares com ramos solitários, espiguetas elípiticas com antécio papiloso, estramíneo. Chase (1929) menciona a ocorrência de até 4 ramos na inflorescência terminal, mas esse carácter não foi observado no material da Chapada Diamantina. Oliveira &amp; Valls (2001) afirmaram que a gluma inferior tem presença ocasional nas espiguetas desta espécie, mas nos materiais analisados durante esse trabalho observou-se a presença regular da gluma inferior, às vezes muito reduzida. Na Chapada Diamantina é encontrado em áreas de floresta, principalmente em solo úmido.</p> <p>Paspalum oligostachyum Salzm. ex Steud., Syn. Pl. Glumac. 1:23. 1853.</p> <p>(Figs. 9 G-J)</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, 45-80 cm alt. Colmos com ca. 3-4 nós, não invaginados. Folhas distribuídas ao longo do colmo; bainhas não desfiadas, não infladas, pilosas, as inferiores geralmente velutinas na base, margens pilosas; lígula 0,5-1 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 6,5-16 x 0,5-1 cm, lanceoladas, planas, pubescentes, base atenuada. Inflorescências terminais 8-11 cm compr., 4-6 racemos alternos; inflorescências axilares às vezes presentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 1,8-2 x 1,3-1,5 mm, pareadas, pediceladas, obovais, agudas, não apiculadas, esverdeadas, sem máculas; gluma inferior ausente; gluma superior 1,8-2 mm compr., 5-nervada, pilosa, com tricomas adpressos, não papilosa, não ciliada nas margens; lema inferior 1,8- 2 mm compr., 3-nervado, glabro a levemente piloso, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 1,5-1,9 x 1,3-1,5 mm, não estipitado, oboval, ápice obtuso, glabro, levemente papiloso, estramíneo. Cariopse ca. 1,2 x 1 mm, orbicular, castanha.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Abaíra, 27.V.2004, fl., G. Pereira-Silva et al. 9136 (HUEFS). Maracás, 27.II.2000, fl., R.P. Oliveira et al. 371 (HUEFS); 16.II.2004, fl., R.P. Oliveira et al. 1039 (HUEFS).</p> <p>Ocorre em Trinidad, Guiana Francesa e Brasil (Renvoize 1984), onde é conhecida somente na região Nordeste (Bahia e Pernambuco) (Flora do Brasil 2020). Paspalum oligostachyum caracteriza-se pelas espiguetas pareadas, obovais e agudas com pubescência adpressa. É semelhante a P. corcovadense, devido à presença de estreitamento na base da lâmina foliar. Porém as espiguetas com até 2 mm de comprimento, obovais; antécios obovais, levemente papilosos; e cariopse orbicular, castanha de P. oligostachyum, se contrapõem às espiguetas com 2,5-2,8 mm de comprimento, elípticas, antécios elípticos, lisos e cariopse suborbicular, estramínea. Na Chapada Diamantina ocorre em áreas de floresta.</p> </div>	https://treatment.plazi.org/id/038D87932D08D404E728392EFBB33169	Public Domain	No known copyright restrictions apply. See Agosti, D., Egloff, W., 2009. Taxonomic information exchange and copyright: the Plazi approach. BMC Research Notes 2009, 2:53 for further explanation.		Plazi	Pimenta, Karena M.;Rua, Gabriel H.;Oliveira, Reyjane P.	Pimenta, Karena M., Rua, Gabriel H., Oliveira, Reyjane P. (2019): O gênero Paspalum L. (Poaceae) na Chapada Diamantina, Bahia, Brasil. Iheringia, Série Botânica (e 2019011) 74: 1-29, DOI: 10.21826/2446-82312019v74e2019011, URL: http://dx.doi.org/10.21826/2446-82312019v74e2019011
038D87932D15D405E7743B01FB303414.text	038D87932D15D405E7743B01FB303414.taxon	http://purl.org/dc/dcmitype/Text	http://rs.tdwg.org/ontology/voc/SPMInfoItems#GeneralDescription	text/html	pt	Paspalum paniculatum	<div><p>Paspalum paniculatum L., Syst. Nat., 10. 2:855. 1759.</p> <p>Plantas perenes, curtamente rizomatosas, 60-73 cm compr. Colmos com ca. 4 nós, não invaginados. Folhas distribuídas ao longo do colmo; bainhas não desfiadas, não infladas, pilosas, as inferiores híspidas, margens híspidas; lígula 0,5-1 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 6-21 x 0,8-1,2 cm, linear-lanceoladas, planas, pilosas, base obtusa. Inflorescências terminais 6,5-8 cm compr., 10-14 racemos alternos; inflorescências axilares ausentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 1,3-1,5 x 1 mm, pareadas, pediceladas, orbiculares, obtusas, levemente apiculadas, castanhas, sem máculas; gluma inferior ausente; gluma superior 1,3-1,5 mm compr., 3-nervada, pilosa, com tricomas velutinos, não papilosa, não ciliada nas margens; lema inferior 1,3-1,5 mm compr., 3-nervado, piloso, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 1,3-1,5 x 1 mm, não estipitado, oboval, ápice obtuso, glabro, levemente papiloso, estramíneo. Cariopse não vista.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Morro do Chapéu, 3.V.2007, fl., R.P. Oliveira &amp; G.H. Rua 1242 (HUEFS). Mucugê, 14.X.2012, fl., K.M. Pimenta 558 (HUEFS).</p> <p>Cosmopolita (Oliveira &amp; Valls 2001), no Brasil ocorre em todas as regiões (Flora do Brasil 2020). Paspalum paniculatum caracteriza-se pelo rizoma bem definido, bainhas inferiores híspidas, inflorescência com 10-14 ramos alternos, e espiguetas com 1,3-1,5 mm de comprimento orbiculares e pilosas. Na Chapada Diamantina ocorre em áreas de floresta, principalmente em regiões alteradas, como estradas e beira de trilhas.</p> <p>Paspalum parviflorum Rhode ex Fluggé, Gram. Monogr. Paspalum. 98. 1810.</p> <p>Plantas anuais, cespitosas, ca. 10 cm alt. Colmos com 3-4 nós, não invaginados. Folhas concentradas na base; bainhas não desfiadas, não infladas, glabras a pilosas, as inferiores geralmente glabras, margens glabras a pilosas; lígula ca. 2,5 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 3-5 x 0,15-0,3 cm, linear-lanceoladas, planas, hirsutas, base arredondada. Inflorescências terminais 0,8-1 cm compr., 3-4 racemos alternos; inflorescências axilares ausentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 0,6-0,7 x 0,4 mm, solitárias, pediceladas, obovais, obtusas, não apiculadas, esverdeadas, sem máculas; gluma inferior ausente; gluma superior 2-nervada, glabra, não papilosa, não ciliada nas margens; lema inferior 0,6-0,7 mm compr., 2-nervado, glabro, hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 0,6-0,7 x 0,4 mm, não estipitado, oboval, ápice obtuso, glabro, liso, estramíneo. Cariopse não vista.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Canavieiras, 12.X.1889, fl., S.C. Sant’Ana et al. 705 (HUEFS). Morro do Chapéu, 20.IX.1985, fl., G.C.P. Pinto 82 (CEPEC).</p> <p>Ocorre desde o Panamá e Porto Rico até Brasil e Bolívia (Zuloaga &amp; Morrone 2005). No Brasil, ocorre nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste (Flora do Brasil 2020). Paspalum parviflorum caracteriza-se pelas diminutas espiguetas com até 0,7 mm de comprimento, solitárias, em pedicelos achatados, gluma superior e lema inferior 2-nervados e hialinos. Pode ser confundida com P. multicaule, porém esta espécie apresenta maior porte, lâminas foliares e espiguetas pilosas com tricomas globulares; enquanto que P. parviflorum apresenta menor porte, lâminas foliares densamente hirsutas e espiguetas glabras. Na Chapada Diamantina ocorre em área de campo rupestre.</p> <p>Paspalum pilosum Lam., Tabl. Encycl. 1:175. 1791. (Fig. 4 G; Figs. 9 K-N)</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, 40-100 cm alt. Colmos com 5-7 nós, não invaginados. Folhas distribuídas ao longo do colmo; bainhas não desfiadas, não infladas, pilosas, as inferiores pilosas, margens ciliadas; lígula 1,5-2,5 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 13-28 x 7-8 cm, linear-lanceoladas, planas, pilosas, base arredondada. Inflorescências terminais 10-13 cm compr., 1 racemo solitário; inflorescências axilares presentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 2,8-3 x 1,5 mm, pareadas, pediceladas, elípticas, agudas, apiculadas, esverdeadas, sem máculas; gluma inferior presente; gluma superior 2,5-2,8 mm compr., 5-nervada, glabra, não papilosa, não ciliada nas margens; lema inferior 2,8-3 mm compr., 3-nervado, glabro, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior raramente estaminado, pálea presente; antécio superior 2,2-2,5 x 1,2 mm, não estipitado, elíptico, ápice agudo, glabro, papiloso, estramíneo. Cariopse não vista.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Abaíra, 17.I.2003, fl., L.R. Senna et al. 86 (HUEFS); 13.X.2012, fl., K.M. Pimenta et al. 527 (HUEFS). Lençóis, 4.VI.1998, fl., R. Funch 70 (HUEFS); 28.XI.1998, fl., R.P. Oliveira &amp; D.S. Carneiro 149 (HUEFS). Mucugê, 1.X.2011, fl., K.M. Pimenta &amp; C. Silva 283 (HUEFS).</p> <p>Ocorre da América Central até a Bolívia e Brasil (Renvoize 1984), onde é conhecida de todas as regiões do país (Flora do Brasil 2020). Paspalum pilosum é reconhecido pela inflorescência com um ramo solitário de 10-13 cm de comprimento, com inflorescências axilares, e pela presença de gluma inferior e pálea no antécio inferior. Na Chapada Diamantina é encontrado em áreas de floresta, principalemente regiões alteradas como estradas e trilhas.</p> <p>Paspalum aff. planum Hack., Bull. Herb. Boissier. 2. 7:448. 1907.</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, 30-90 cm alt. Colmos com ca. 3 nós, não invaginados. Folhas concentradas na base; bainhas não desfiadas, não infladas, pilosas, as inferiores pilosas, margens glabras; lígula 2-3 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 10-30 x 0,5-1 cm, lineares, planas, pilosas em ambas as faces, base truncada. Inflorescências terminais 4-10 cm compr., 4-8 racemos alternos; inflorescências axilares ausentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 3-4 x 1,8-2 mm, pareadas, pediceladas, elípticas, apiculadas, marrons, às vezes com manchas vináceas; gluma inferior ausente; gluma superior 3-47 mm compr., 3-nervada, glabra, não papilosa, não ciliada nas margens; lema inferior 3-4 mm compr., 3-nervado, glabro, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 0,4-0,8 x 1,7-1,9 mm, não estipitado, oval, ápice agudo, glabro, papiloso, estramíneo. Cariopse não vista.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Mucugê, 12.II.1994, fl., F.O. Zuloaga et al. 4799 (SI).</p> <p>Ocorre no Paraguai e Brasil (Zuloaga &amp; Morrone 2005), onde é conhecida na Bahia e Minas Gerais (Flora do Brasil 2020). Paspalum planum é reconhecido pela inflorescência com 4-8 ramos, sem inflorescências axilares, e espiguetas maiores de 3 mm de comprimento; o material analisado apresenta espiguetas menores que as de materiais estrangeiros, e sua delimitação à nível específico deve ser ainda avaliada. Pode ser diferenciado de P. rupium pelas espiguetas mais largas (1,8-2 mm vs. 1-1,2 mm em P. rupium) e pela ausência de bainhas velutinas.</p> </div>	https://treatment.plazi.org/id/038D87932D15D405E7743B01FB303414	Public Domain	No known copyright restrictions apply. See Agosti, D., Egloff, W., 2009. Taxonomic information exchange and copyright: the Plazi approach. BMC Research Notes 2009, 2:53 for further explanation.		Plazi	Pimenta, Karena M.;Rua, Gabriel H.;Oliveira, Reyjane P.	Pimenta, Karena M., Rua, Gabriel H., Oliveira, Reyjane P. (2019): O gênero Paspalum L. (Poaceae) na Chapada Diamantina, Bahia, Brasil. Iheringia, Série Botânica (e 2019011) 74: 1-29, DOI: 10.21826/2446-82312019v74e2019011, URL: http://dx.doi.org/10.21826/2446-82312019v74e2019011
038D87932D14D40FE7283E2CFE223489.text	038D87932D14D40FE7283E2CFE223489.taxon	http://purl.org/dc/dcmitype/Text	http://rs.tdwg.org/ontology/voc/SPMInfoItems#GeneralDescription	text/html	pt	Paspalum plenum Chase, Contr. U. S. Natl. Herb.	<div><p>Paspalum plenum Chase, Contr. U.S. Natl. Herb.</p> <p>28:202. 1929.</p> <p>(Figs. 9 O-S)</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, 200-250 cm alt. Colmos com ca. 3 nós, não invaginados. Folhas concentradas na base; bainhas não desfiadas, não infladas, glabras, as inferiores glabras, margens glabras; lígula 1-2 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 50-65 x 2,5 cm, linear-lanceoladas, planas, escabras na face abaxial, glabras na face adaxial, base truncada. Inflorescências terminais 40- 43 cm compr., 100-130 racemos alternos; inflorescências axilares ausentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 2,5-2,8 x 1,5-1,8 mm, pareadas, pediceladas, elípticolanceoladas, agudas, apiculadas, esverdeadas, às vezes com manchas vináceas; gluma inferior ausente; gluma superior 2,4-2,7 mm compr., 3-nervada, glabra, não papilosa, não ciliada nas margens; lema inferior 2,5-2,8 mm compr., 3-nervado, glabro, hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 2,3- 2,5 x 1,3-1,5 mm, não estipitado, elíptico a oboval, ápice agudo, glabro, papiloso, estramíneo. Cariopse não vista. Material examinado: BRASIL, BAHIA: Ibicoara, 1.II.1974, fl., R.M. Harley 15819 (CEPEC). Rio de Contas, 1.II.1997, fl., E. Saar et al. 4831 (CEPEC, HUEFS).</p> <p>Ocorre no México, Costa Rica, Colômbia, Paraguai, Bolívia, Brasil e Argentina (Oliveira &amp; Valls 2001). No</p> <p>Brasil ocorre em todas as regiões, sendo uma nova ocorrência para o Nordeste (Flora do Brasil 2020). Paspalum plenum caracteriza-se pela sua inflorescência piramidal com até 130 ramos. Muito semelhante a P. intermedium Munro ex Morong, sendo muitas vezes confundidas nas identificações. Estas espécies podem ser diferenciadas pelas espiguetas com a gluma superior não ultrapassando o antécio em P. plenum, como ocorre em P. intermedium, e também pela base da planta, com bainhas comprimidas dispostas em forma de leque em P. intermedium (Zuloaga &amp; Morrone 2005). Na Chapada Diamantina ocorre em áreas de cerrado.</p> <p>Paspalum polyphyllum Nees ex Trin., Gram. Panic. 114. 1826.</p> <p>(Fig. 4 H; Fig. 9 T)</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, 30-50 cm alt. Colmos com ca. 12 nós, não invaginados. Folhas distribuídas ao longo do colmo; bainhas não desfiadas, não infladas, pilosas, as inferiores glabras a pilosas, margens glabras; lígula 0,5- 1 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 3-7 x 0,2-0,6 cm, linear-lanceoladas, planas, pilosas, base arredondada. Inflorescências terminais 3,5-5 cm compr., (1)2-3 racemos alternos; inflorescências axilares ausentes; ráquis com alas laterais estreitas, ca. 1,2 mm larg. Espiguetas 2,2-2,5 x 1,2-1,5 mm, pareadas, pediceladas, elípticas, agudas, não apiculadas, paleáceas a esverdeadas, sem máculas; gluma inferior ausente; gluma superior 2,2-2,5 x 1,2-1,5 mm compr., 3-nervada, densamente pilosa, com tricomas adpressos, não papilosas, longamente ciliada nas margens; lema inferior 2-2,2 mm compr., 3-nervado, piloso apenas no ápice, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 2,1-2,5 x 0,8 mm, não estipitado, elíptico, ápice agudo, glabro, liso, estramíneo. Cariopse não vista.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Andaraí, 13.X.2012, fl., K.M. Pimenta et al. 535 (HUEFS). Mucugê, 1.X.2011, fl., K.M. Pimenta &amp; C. Silva 284 (HUEFS). Palmeiras, 5.III.1997, fl., A.A. Conceição 424 (SPF). Rio de Contas, 14.XI.1998, fl., R.P. Oliveira et al. 124 (HUEFS).</p> <p>Ocorre na Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Brasil (Oliveira &amp; Valls 2001). No Brasil, ocorre em todas as regiões do país, exceto no Norte (Flora do Brasil 2020). Paspalum polyphyllum é caracterizado pelas ráquis das inflorescências com alas laterais, espiguetas densamente pilosas e com mais de 2 mm de comprimento, com longos tricomas nas margens e até 4 mm de comprimento. É uma espécie com ampla variação morfológica, às vezes referidas como “fases” morfológicas (Denham et al. 2002).</p> <p>Muito semelhante à Paspalum bicilium Mez, as quais já estiveram sinonimizadas sob P. polyphyllum (Denham et al. 2002). Porém diferem por P. bicilium apresentar colmos escandentes e bastante ramificados na base, espiguetas de até 2 mm de comprimento, e dois tricomas maiores e divergentes na gluma superior, chegando a medir até 8 mm de comprimento.Além disso, P. bicilium ocorre em margens de cursos d’água, no interior de matas de galeria no bioma Cerrado (Silva 2013). Por outro lado, P. polyphyllum ocorre em ambientes savânicos ou campestres e apresenta maiores dimensões da espigueta e da lâmina foliar, hábito ereto, colmos rizomatosos, mais frequentemente, sem ramificação ou, mais raro, com ramificação cimosa abundante (Silva 2013). Na Chapada Diamantina ocore em áreas de caatinga e campo rupestre.</p> <p>Paspalum pumilum Nees, Fl. Bras. Enum. Pl. 2:52. 1829.</p> <p>(Figs. 5 A, B; Figs. 10 A-E)</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, 7-30 cm alt. Colmos com 2-3 nós, não invaginados. Folhas concentradas na base; bainhas não desfiadas, não infladas, glabras a pilosas, as inferiores glabras a pilosas, margens pilosas; lígula 0,1- 0,5 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 1,5-11,5 x 0,3-1 cm, lineares a linear-lanceoladas, planas, glabras a pilosas, base arredondada. Inflorescências terminais 1,4- 4 cm compr., 2 racemos subconjugados; inflorescências axilares ausentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 1,5- 2,2 x 0,9-1 mm, solitárias, pediceladas, elípticas, agudas, não apiculadas, esverdeadas, sem máculas; gluma inferior raramente presente, reduzida; gluma superior 1,5-1,8 mm compr., 5-nervada, glabra, não papilosa, não ciliada nas margens; lema inferior 1,4-1,7 mm compr., 3(5)-nervado, glabro, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 1,4-1,7 x 0,7-0,8 mm, não estipitado, oval-elíptico, ápice agudo, glabro, levemente papiloso, estramíneo. Cariopse não vista. Material examinado: BRASIL, BAHIA: Andaraí, 12.X.2012, fl., K.M. Pimenta et al. 518 (HUEFS); 13.X.2012, fl., K.M. Pimenta 529 (HUEFS). Mucugê, 1.X.2011, fl., K.M. Pimenta &amp; C. Silva 287 (HUEFS).</p> <p>Ocorre nas Antilhas e América do Sul (Oliveira &amp; Valls 2001). No Brasil ocorre em todas as regiões (Flora do Brasil 2020). Paspalum pumilum caracteriza-se pelo porte pequeno, com folhas pilosas, inflorescência terminal com dois ramos, subconjugados; espiguetas solitárias, glabras. Pode ser confundida com P. giuliettiae, porém esta espécie apresenta inflorescência axilar e entrenó dos ramos da inflorescência com 6–10 mm de comprimento (Pimenta et al. 2013).</p> <p>As amostras analisadas da Chapada Diamantina podem ser organizadas em dois morfotipos. Nos materiais K.M. Pimenta 287, 523 e 525 as plantas apresentaram hábito ereto, longas lâminas foliares até 11,7 cm de comprimento, as quais são lineares, e espiguetas com até 1,8 mm de comprimento. Os materiais K.M. Pimenta 518 e 529 são mais similares ao que é típico da espécie, com hábito mais rasteiro em forma de roseta, lâminas foliares curtas com até 3 cm de comprimento, linear-lanceoladas, e espiguetas com até 1,5 mm de comprimento. Na Chapada Diamantina é encontrado em áreas de floresta, principalmente em solos úmidos.</p> <p>Paspalum repens Berg., Act. Helv. Phys-Math. 7. 129. 1772.</p> <p>(Figs. 10 F-H)</p> <p>Plantas perenes, aquáticas, ca. 50 cm alt. Colmos ca. 4-5 nós, não invaginados. Folhas distribuídas ao longo do colmo; bainhas não desfiadas, infladas, glabras, as inferiores glabras, margens glabras; lígula ca. 3 mm compr.; aurículas presentes; lâminas 25-30 x 1 cm, lanceoladas, planas, pilosas, base truncada. Inflorescências terminais ca. 17 cm compr., 30-54 racemos alternos; inflorescências axilares ausentes; ráquis com alas laterais, ca. 1,5 mm larg. Espiguetas 1,5-1,8 x 0,6-0,8 mm, solitárias, pediceladas, elípticas, agudas, apiculadas, esverdeadas a paleáceas, sem máculas; gluma inferior ausente; gluma superior 1,5-1,8 mm compr., 2-nervada, glabra, não papilosa, não ciliada nas margens; lema inferior 1,5-1,7 mm compr., 2-nervado, glabro, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 1,4-1,7 x 0,6-0,8 mm, não estipitado, elíptico, ápice agudo, glabro, levemente papiloso, estramíneo. Cariopse não vista.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Morro do Chapéu, 14.VI.1975, fl., Pereira &amp; Gusmão s.n. (ALCB 01853).</p> <p>Ocorre dos Estados Unidos até a Argentina e Uruguai (Zuloaga &amp; Morrone 2005). No Brasil ocorre em todas as Regiões (Flora do Brasil 2020). Paspalum repens é a única espécie aquática dentre as espécies desse gênero ocorrentes na Chapada Diamantina (Chase 1929). É caracterizada principalmente pelas bainhas infladas, devido a cavidades aeríferas desenvolvidas (Aliscioni 2000), o que concede seu hábito flutuante.</p> <p>Paspalum robustum (Hitchc. &amp; Chase) S. Denham, Novon. 16:331. 2006.</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, ca. 50 cm alt. Colmos com ca. 5 nós, não invaginados. Folhas distribuídas ao longo do colmo; bainhas não desfiadas, não infladas, glabras, as inferiores velutinas na base, margens glabras; lígula 0,1- 0,15 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 8-20 x 0,4 cm, lineares, planas, densamente pilosas a hirsutas, base não truncada. Inflorescências terminais 9-11 cm compr., 1 racemo solitário; inflorescências axilares presentes; ráquis com alas laterais estreitas, ca. 3 mm larg. Espiguetas 4-4,2 x 1-1,5 mm, pareadas, pediceladas, elípticas, agudas, não apiculadas, esverdeadas, sem máculas; gluma inferior presente, reduzida; gluma superior 4-4,2 mm compr., 7-nervada, pilosa, com tricomas simples, não papilosa, não ciliada nas margens; lema inferior 3,5-3,7 mm compr., (4)3-nervado, sulcado, piloso, com tricomas simples, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea presente; antécio superior 3,8-4 x 0,8-1 mm, não estipitado, elíptico, ápice agudo, glabro, papiloso, estramíneo. Cariopse não vista.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Rio de Contas, 19.VI.2005, fl., R. Dias-Melo et al. 280 (CEN).</p> <p>Ocorre desde a Costa Rica até o Brasil (Denham 2005). Representa um novo registro para a Bahia, antes citada no país apenas para Pernambuco (Flora do Brasil 2020). Paspalum robustum caracteriza-se pelas espiguetas pilosas com lema sulcado; estas são aparentemente solitárias, porém na realidade são pareadas com os pedicelos concrescentes com a ráquis aparentando uma única fileira (disposição “thrasyiode” [Burman 1985]), dispostas alternadamente com a gluma superior em posição abaxial e adaxial. A gluma inferior presente é reduzida e membranácea. É muito semelhante a P. foliiforme S. Denham, porém o material examinado da área de estudo possui ráquis com alas laterais estreitas, com 2-3 mm de largura, e espiguetas com gluma superior totalmente pilosa, contrapondo alas laterais de 7 mm de largura de P. foliiforme e gluma superior pilosa apenas no ápice (Denham 1985). Além disso, no material analisado foi verificada a presença de inflorescência axilar e gluma superior 7-nervada, divergindo da descrição de Maciel et al. (2009), que citou 3-nervada. Assim, mesmo aqui reconhecidos sob Paspalum robustum, esses materiais merecem maiores estudos, pela gluma superior ser totalmente pilosa e os nós glabros, como ocorre em P. foliiforme (Denham 2005). Na Chapada Diamantina é encontrada em áreas de caatinga e campo rupestre.</p> <p>Paspalum rojasii Hack., Repert. Spec. Nov. Regni Veg. 7:369. 1909.</p> <p>(Figs. 10 I-L)</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, 50-60 cm alt. Colmos 4-5 nós, não invaginados. Folhas distribuídas ao longo do colmo; bainhas não desfiadas, não infladas, pilosas, as inferiores geralmente pilosas na base, margens glabras a pilosas; lígula 1,5-2 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 10,5-18 x 0,4-0,6 cm, lineares, conduplicadas, hirsutas, base atenuada. Inflorescências terminais 7-15 cm compr., 2-3 racemos alternos; inflorescências axilares ausentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 3,5 x 2-2,5 mm, pareadas, pediceladas, elípticas a obovais, obtusas, não apiculadas, esverdeadas a castanhas, sem máculas; gluma inferior presente; gluma superior 3-3,3 mm compr., 3-nervada, glabra, não papilosa, não ciliadas nas margens; lema inferior 3,5 mm compr., 5-nervado, glabro, hialino no centro, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 3-3,2 x 1,8-2 mm, não estipitado, elíptico a oboval, ápice obtuso, glabro, papiloso, castanho escuro. Cariopse 2,3 x 1,5 mm, oboval, castanha.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Morro do Chapéu, 5.V.2007, fl., R.P. Oliveira et al. 1331 (HUEFS). Piatã, 27.II.2009, fl., M.L. Guedes et al. 14570 (ALCB). Ocorre no Paraguai, Bolívia e Brasil (Oliveira &amp; Valls 2008). No Brasil está presente em todas as regiões do país, exceto a região Norte (Flora do Brasil 2020). Paspalum rojasii diferencia-se das demais espécies perenes da área de estudo pela sua espigueta elíptica a oboval, obtusa, lema hialino no centro, e antécio castanho escuro. É uma espécie altamente polimórfica, formando um complexo (Oliveira 2004). No material M.L. Guedes et al. 14570, as espiguetas são mais obovais e os lemas inferiores são levemente plicados. Na Chapada Diamantina é encontrado em áreas de cerrado e ocasionalmente em campo rupestre, preferindo substrato arenoso (Oliveira 2004).</p> <p>Paspalum rupium Renvoize, Kew Bull. 39:179. 1984. (Fig. 5 C; Figs. 10 M-Q)</p> <p>Plantas perenes, rizomatosas, os rizomas curtos e grossos, 34-50 cm alt. Colmos 2-4 nós, não invaginados. Folhas concentradas na base; bainhas desfiadas na base cobrindo os rizomas, não infladas, as inferiores velutinas, margens pilosas; lígula 0,5-1,8 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 6-20 x 2-2,5 cm, planas a filiformes, convolutas, glabras, base truncada. Inflorescências terminais 3,5-9 cm compr., 2-4 racemos alternos; inflorescências axilares ausentes; ráquis com alas laterais, 1-1,5 mm larg. Espiguetas 2,5-2,9 x 1-1,2 mm, pareadas, pediceladas, elípticas, agudas, não apiculadas, esverdeadas, às vezes com manchas vináceas; gluma inferior ausente; gluma superior 2-2,9 mm compr., 3-nervada, glabra, não papilosa, não ciliadas nas margens; lema inferior 2,5-2,9 mm compr., 3-nervado, glabro, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 2,2-2,5 x 0,9-1,2 mm, não estipitado, elíptico, ápice obtuso, glabro, liso, estramíneo. Cariopse não vista. Material examinado: BRASIL. BAHIA: Mucugê, 14.II.2005, fl., R.M. Harley 1170 (HUEFS); 14.X.2012, fl., K.M. Pimenta et al. 551 (HUEFS). Palmeiras, 22.X.1999, fl., A.A. Conceição 613 (HUEFS).</p> <p>Nativa do Brasil e endêmica do estado da Bahia (Flora do Brasil 2020). Paspalum rupium é reconhecido pelos rizomas curtos cobertos pelas bainhas inferiores velutinas. Dos materiais examinados, R.P. Oliveira. et al. 1348 (Morro do Chapéu), apresentou aspectos morfológicos um pouco distintos dos demais, com mais ramos nas inflorescências (até 21), e lâminas foliares lineares, planas, com 1 cm de largura, diferente do padrão geral encontrado na Chapada Diamantina, com lâminas foliares filiformes, convolutas, com 2-2,5 mm de largura. Na Chapada Diamantina é encontrado principalmente em áreas de cerrado e campo rupestre.</p> <p>Paspalum scalare Trin., Sp. Gram. 3: t. 274. 1829. (Figs. 5 D, E)</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, muito ramificadas, ca. 30 cm alt. Colmos com 10-20 nós, não invaginados. Folhas distribuídas ao longo do colmo; bainhas não desfiadas, não infladas, glabras a pilosas, as inferiores glabras a pilosas, margens densamente pilosas; lígula 0,5-1 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 0,5-4 x 0,1 cm, lineares, planas, hirsutas, base truncada. Inflorescências terminais 2-3,5 cm compr., 1(5) racemos; inflorescências axilares ausentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 1,2-1,5 x 0,5-0,8 mm, pareadas, pediceladas, elípticas, agudas, não apiculadas, esverdeadas, sem máculas; gluma inferior ausente; gluma superior 1,2-1,5 mm compr., 3-nervada, pilosa, com tricomas tuberculados, não papilosa, não ciliada nas margens; lema inferior 1,2-1,5 mm compr., 2-nervado, piloso, tricomas tuberculados, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 1,2-1,5 x 0,5-0,8 mm, não estipitado, elíptico, ápice obtuso, glabro, levemente papiloso, estramíneo. Cariopse não vista.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Rio de Contas, 22.VI.1929, fl., S.A. Mori et al. 12479 (CEPEC); Pico das Almas, 18.I.2003, fl., M.C. Ferreira et al. 1321 (HUEFS); 18.X.2012, fl., R.P. Oliveira et al. 2160, 2167 (HUEFS). Esta espécie é endêmica do Brasil, ocorrendo nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste (Flora do Brasil 2020). Paspalum scalare caracteriza-se pelos colmos muito ramificados, com muitos nós, entre 10-20, e lâminas foliares patentes, formando ângulos de 90º com o colmo. É semelhante a P. parviflorum, porém sua quantidade inferior de nós, 3-4, a diferencia de P. scalare, que apresenta 10-20 nós. Na Chapada Diamantina é encontrado principalmente em áreas de campo rupestre.</p> <p>Paspalum scutatum Nees ex Trin., Gram. Panic. 105. 1826.</p> <p>(Fig. 5 F; Figs. 10 R-U)</p> <p>Plantas anuais, cespitosas, ca. 36 cm alt. Colmos com ca. 3 nós, não invaginados. Folhas distribuídas ao longo do colmo; bainhas não desfiadas, não infladas, pilosas, as inferiores geralmente híspidas, margens pilosas; lígula 2-3 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 3-7,5 x 0,4-0,6 cm, lanceoladas, planas, pilosas a glabras, base truncada. Inflorescências terminais 3,7-5,5 cm compr., 2-3 racemos alternos; inflorescências axilares ausentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 1,8-2 x 1,8-2 mm, pareadas, pediceladas, escudadas, agudas, apiculadas, paleáceas, sem máculas; gluma inferior ausente; gluma superior 1,8-2 mm compr., 5-nervada, glabra, não papilosa, não ciliadas nas margens; lema inferior 1,7-1,9 mm compr., nervuras não evidentes, glabro, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior ca. 1,5 x 1,3 mm, não estipitado, oboval, ápice obtuso, glabro, liso, estramíneo. Cariopse não vista.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Lençóis, 27.IV.1978, fl., S.A. Mori et al. 10015 (CEPEC). Morro do Chapéu, 19.II.2012, fl., K.M. Pimenta &amp; R.P. Oliveira 304 (HUEFS).</p> <p>Endêmica do Brasil ocorre somente na região Nordeste (Flora do Brasil 2020), exclusivamente associada ao semiárido. Paspalum scutatum caracteriza-se pelas espiguetas tipicamente em forma de escudo, e poderia realmente ser confundida com P. fimbriatum, porém esta espécie possui fímbrias que se prolongam da gluma superior, as quais não formam um escudo. Na Chapada Diamantina é encontrado em áreas de caatinga.</p> <p>Paspalum trichostomum Hack., Oesterr. Bot. Z. 51:236. 1901.</p> <p>(Fig. 5 G)</p> <p>Plantas perenes, cespitosas, ca. 45 cm alt. Colmos com 2-3 nós, não invaginados. Folhas concentradas na base; bainhas desfiadas, não infladas, glabras a pilosa, as inferiores pilosas, margens pilosas; lígula ca. 0,5 mm compr.; aurículas ausentes; lâminas 14-16 x 0,3-0,4 cm, lineares, planas, pilosas, base truncada. Inflorescências terminais 6-9 cm compr., 2-3 racemos alternos; inflorescências axilares ausentes; ráquis sem alas laterais. Espiguetas 2,9-3 x 1,8 mm, pareadas, pediceladas, elípticas, agudas, não apiculadas, esverdeadas a vináceas, sem máculas; gluma inferior ausente; gluma superior ca. 2,9 mm compr., 3-nervada, glabra, não papilosa, não ciliada nas margens; lema inferior ca. 2,9 mm compr., 5-nervado, glabro, não hialino, não papiloso, margens glabras; antécio inferior estéril, pálea ausente; antécio superior 2,8-2,7 x 1,5 mm, não estipitado, elíptico, ápice agudo, glabro, papiloso, castanho, estramíneo. Cariopse não vista.</p> <p>Material examinado: BRASIL, BAHIA: Rio de contas, 05.III.1994, fl., N. Roque et al. s.n. (203428 HUEFS).</p> <p>Endêmica do Brasil, ocorrendo nos estados de Goiás, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso (Flora do Brasil 2020) e Bahia. Paspalum trichostomum compartilha com P. loefgrenii a base da planta com bainhas senescentes desfiadas, formando um emaranhado de folhas secas, e espiguetas com ápice agudo; porém podem ser distintas principalmente pela dimensão das lâminas foliares as quais em P. loefgrenii são longas com 25,5-53 cm de comprimento, enquanto que em P. trichostomum são curtas com 14-16 cm de comprimento.</p> </div>	https://treatment.plazi.org/id/038D87932D14D40FE7283E2CFE223489	Public Domain	No known copyright restrictions apply. See Agosti, D., Egloff, W., 2009. Taxonomic information exchange and copyright: the Plazi approach. BMC Research Notes 2009, 2:53 for further explanation.		Plazi	Pimenta, Karena M.;Rua, Gabriel H.;Oliveira, Reyjane P.	Pimenta, Karena M., Rua, Gabriel H., Oliveira, Reyjane P. (2019): O gênero Paspalum L. (Poaceae) na Chapada Diamantina, Bahia, Brasil. Iheringia, Série Botânica (e 2019011) 74: 1-29, DOI: 10.21826/2446-82312019v74e2019011, URL: http://dx.doi.org/10.21826/2446-82312019v74e2019011
