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8A4C87FD956B1A42FED4BFEEFA58FB44.taxon	description	Macho. Cabeça tão larga Quanto o protórax, moderadamente oblíqua. Margem posterior dos lobos oculares superiores distantes da margem anterior do pronoto. Olhos finamente facetados, lobos inferiores oblongo-ovalados, conectados aos lobos superiores por estreito istmo desprovido de omatídios. Lobos superiores estreitos, com aproximadamente a metade dos inferiores. Fronte transversa, trapezoidal, com as margens curvas, estreitando-se anteriormente, plana entre os tubérculos antenais, com um distinto tubérculo a cada lado do centro ou lisa. Lobos inferiores do mesmo comprimento que as genas. Tubérculos antenais contíguos na base. Clípeo sinuoso na margem distal, com a metade da largura do labro, este transverso com bordos laterais retos, bordo anterior sinuoso. Mandíbulas robustas, curvas desde a base, lisas a partir da metade apical, fase lateral externa triangular, bordo cortante não denteado. Maxilas com basistipe não fusionado ao dististipe; gálea cilÍndrico-capitada, alcançando o ápice do segundo artículo. Lacínia bem desenvolvida, com franja compacta de cerdas ao longo das margens apical e lateral. Palpos com quatro artículos, artículo basal curto, com a metade do comprimento do segundo, os três distais subiguais em comprimento, segundo e terceiro cônicos, o distal cilíndrico, agudo no ápice. Lábio com mento transverso. Lígula envolvendo o artículo basal e aproximadamente metade do segundo artículo dos palpos, bordo apical levemente chanfrado no centro. Palpos triarticulados, artículo basal curto, menor que a metade do segundo artículo, segundo e terceiro subiguais em comprimento, segundo clavado, o distal agudo no ápice. Antenas ultrapassam o ápice dos élitros aproximadamente no antenômero IX, franjadas nos antenômeros II e III por pelos longos, com o tegumento bicolor (L. fascinus) ou unicolor (L. monnei e L. rubigineus). Escapo robusto, curto, apenas alcança a margem anterior do pronoto, pouco mais longo que o IX, aplanado na superfície ventral, levemente enrugado na base e comprimido dorsoventralmente no ápice. Antenômero III gradativamente engrossado em direção ao ápice, onde atinge a maior largura, comprimento igual a uma vez e meia o comprimento do escapo. Antenômero IV cilíndrico, pouco mais longo que o V. Antenômeros V-X gradativamente decrescendo para a extremidade. Antenômero XI pouco maior que o X, curvado a partir do meio, com ápice agudo (L. fascinus) ou curvado a partir do ¼ apical, com extremidade arredondada (L. monnei, L. rubigineus). Protórax levemente transverso, apenas estreitado na base, margem anterior marcadamente sinuosa, tubérculos laterais diminutos, disco do pronoto sem tubérculos, liso (L. monnei, L. rubigineus) ou com um distinto tubérculo na extremidade lateral anterior do disco (L. fascinus). Escutelo transverso, semicircular no ápice. Processo prosternal regularmente curvo, mais estreito anteriormente, alargado em sentido posterior. Processo mesosternal pouco mais largo que o prosternal, de lados subparalelos. Proendosternito semicoriáceo, bem desenvolvido, de aspecto triangular. Metendosternito com pedúnculo estreito, lâminas laterais bem desenvolvidas, horizontais, destacadas dos braços anteriores, tendÕes bem aproximados. Élitros fortemente convexos, levemente expandidos após o meio, com abrupto declive no Quarto apical: úmeros estreitos, apenas mais largos Que o protórax, levemente projetados em pequeno tubérculo obtuso. Pernas robustas, subiguais em comprimento; fêmures clavados, comprimento apenas maior que as tíbias, estas expandidas para o ápice. Tarsômeros I, II, e III subiguais em comprimento, com pilosidade longa e densa, tarsômero V igual à soma dos quatro precedentes. Profêmures bruscamente clavados a partir do terço basal, mais robustos Que os médios e posteriores; lados subparalelos no terço basal com rugas bem marcadas. Mesotíbias com calosidade levemente projetada no bordo superior. Abdome com esternitos V e VI subiguais em largura, mais estreitos que os esternitos III e IV; esternito VII mais largo que longo, semiesférico, com ápice marcadamente sinuoso (L. fascinus), ou levemente sinuoso (L. monnei e L. rubigineus); tergito VII levemente sinuoso na extremidade. Fêmea. Tubérculos antenais menos projetados que nos machos. Antenas apenas ultrapassam o meio dos élitros. Antenômero III engrossado a partir do meio, com franja de cerdas densas na metade apical. Profêmures subiguais aos demais, sem rugas na base. Abdome com os quatro primeiros esternitos subiguais em comprimento. Esternito VII de comprimento maior que os precedentes, 3,5 vezes mais longo do que largo, ápice truncado com impressão triangular mediana. Comentários. O gênero Lachaerus era constituído por uma espécie (L. fascinus), que tem como característica o forte estreitamento Que ocorre na junção dos lobos oculares, caráter que está presente também em Taricanus. A presença desse estreitamento em duas espécies de Clavidesmus (C. rubigineus Dillon & Dillon, 1949 e C. monnei Giorgi, 1998), foi observada por GIORGI (1998), que sugeriu a existência de dois grupos de espécies para o gênero. Além do estreitamento, essas espécies foram caracterizadas por apresentarem olhos próximos à margem da fronte; escapo comprimido no ápice; tegumento bicolor a partir do VI antenômero e nos machos, terceiro antenômero engrossado em direção ao ápice. Com exceção da cor do tegumento das antenas, os demais caracteres eram também compartilhados por Lachaerus fascinus, ao contrário das demais espécies de Clavidesmus, Que apresentavam junção dos olhos com pelo menos duas fileiras de omatÍdios, olhos fortemente destacados da margem da fronte, escapo arredondado no ápice, terceiro antenômero engrossado desde a base nos machos e antenômeros com tegumento unicolor. É importante salientar a extrema semelhança de coloração Que existe entre L. rubigineus e C. heterocerus. Ambas as espécies possuem o corpo predominantemente coberto por pubescência amarela, na cabeça ornamentada por uma faixa diagonal e nos élitros por uma larga faixa pós-mediana e duas manchas no Quarto distal formadas por pubescência castanha. Lachaerus fascinus, por outro lado, possui coloração distinta, com élitros e metatíbias bicolores, além disso, uma ampla região do pronoto sem pelos e a presença de pelos eretos no ápice dos élitros, diferenciam esta espécies de todas as demais. Lachaerus diferencia-se de Clavidesmus por possuir: margens da fronte curvas; tubérculos antenais contíguos na base; mandíbulas curvadas a partir da base; lobos oculares conectados por estreito istmo desprovido de omatídios; franja antenal presente apenas no antenômero III; escapo comprimido dorsoventralmente no ápice; élitros com declive abrupto no quarto apical; pelos longos densamente distribuídos nos tarsômeros. Nos machos, fronte plana entre os tubérculos antenais; ápice dos mesmos projetado lateralmente; terceiro antenômero engrossado gradativamente em direção ao ápice; na fêmea, terceiro antenômero densamente franjado. Chave de identificação para as espécies de Lachaerus	pt	Giorgi, Adriano José, Monné, Miguel A. (2018): Revisão dos gêneros Lachaerus e Clavidesmus (Coleoptera, Cerambycidae, Lamiinae, Onciderini). Iheringia, Série Zoologia (e 2018044) 108: 36, DOI: 10.1590/1678-4766e2018044, URL: http://dx.doi.org/10.1590/1678-4766e2018044
8A4C87FD956A1A45FC80BFE4FE5AF822.taxon	description	(Fig. 1)	pt	Giorgi, Adriano José, Monné, Miguel A. (2018): Revisão dos gêneros Lachaerus e Clavidesmus (Coleoptera, Cerambycidae, Lamiinae, Onciderini). Iheringia, Série Zoologia (e 2018044) 108: 36, DOI: 10.1590/1678-4766e2018044, URL: http://dx.doi.org/10.1590/1678-4766e2018044
8A4C87FD956A1A45FC80BFE4FE5AF822.taxon	description	Localidade-tipo: Brasil. (MNHN). Tegumento castanho-avermelhado. Corpo (Fig. 1) parcialmente coberto por pubescência branca, aveludada, castanho-avermelhada e castanho-escura, disposta em tufos de pelos eretos no quarto apical dos élitros. Antenas e fêmures parcialmente glabros. Pubescência branca, aveludada, cobre pouco mais que a metade basal dos élitros, toda a superfície ventral do meso- e metatórax, coxas, terço basal dos fêmures, metade apical das metatíbias e extremidade basal do antenômero III. A mesma pubescência forma mancha apical na margem dorsal das pro- e mesotíbias e uma tênue faixa diagonal no quarto apical dos élitros. Esparsa ao longo do bordo posterior do protórax e nas pernas. Pubescência castanho-avermelhada cobrindo cabeça, protórax, Quarto apical dos élitros e lados dos esternitos abdominais. Pubescência castanho-escura nas tíbias e em forma de pequenas manchas no quarto apical dos élitros. Tegumento das antenas castanho-avermelhado, parcialmente coberto por pubescência castanho-escura, mais concentrada no antenômero III, demais antenômeros parcialmente glabros. Antenômeros I e II brilhantes, IV ao XI opacos. Pubescência esbranQuiçada cobre a metade apical dos antenômeros IV, VI, VIII e X e o quarto apical dos antenômeros V, VII, IX e XI. Fronte com um par de pequenos tubérculos entre os tubérculos antenais, Que são aguçados e proeminentes nos machos. Lábio com lígula esparsamente coberta no lado interno, forma uma estreita faixa lateral em direção ao mento. Antenômero XI curvado a partir do meio, agudo no ápice nos machos. Pronoto glabro no disco, com distinto tubérculo na extremidade látero-anterior. Élitros com as margens póstero-internas separadas. Esternito VII com ápice marcadamente sinuoso. DimensÕes, em mm, ♂ / ♀: Comprimento total 8,9 - 14,7 / 10,3 - 16,9; comprimento do protórax 1,5 - 3,0 / 1,8 - 30; comprimento dos élitros 6,2 - 9,5 / 7,1 - 12,0; largura umeral 2,8 - 4,8 / 3,1 - 5,3; maior largura do protórax 2,1 - 4,0 / 2,2 - 3.8. Material examinado. BRASIL, Bahia: Itamaraju, ♀, X. 1987, O. Roppa col. Espírito Santo: Baixo Guandu, ♀, X. 1971, P. C. Elias col.; Colatina, 2 ♀, XI. 1970, B. Silva col., 3 ♂, X. 1976, B. Silva col.; Barra do São Francisco (Córrego do Itá), 2 ♀, XI. 1954, W. Grossmann col.; Linhares, 2 ♂, ♀, XI. 1965, ♂, ♀, II. 1967, ♀, I. 1969, ♂, XII. 1970, A. Maller col. ♀, XII. 1967, ♀, XII. 1971, ♂, 4 ♀, XI. 1973, ♂, XII. 1973, B. Silva col., 2 ♀, XI. 1966, 2 ♂, ♀, XII. 1969, ♀, XI. 1970, S. A. Fragoso col. Minas Gerais: Teófilo Otoni, ♂, XI. 1972, S. P. Nascimento col. Rio de Janeiro: Rio de Janeiro (Corcovado), ♂, 18. X. 1970, Alvarenga & Seabra col.; (Rocinha), ♀, X. 1965, G. Andrade col. São Paulo: PeruÍbe, ♀, XII. 1940, H. Zellibor col. Paraná: Arapongas, ♂, XI. 1951, ♂, II. 1962, A. Maller. ARGENTINA, Tucumán: San Miguel de Tucumán, ♀, II. 1952, ♂, II. 1955, BosQ col. (Todos MNRJ). Novo registro de distribuição para paÍs, ARGENTINA, Tucumán. Comentários. Lachaerus fascinus apresenta grande variação morfométrica entre indivÍduos, como pode ser observado nas dimensÕes. Os caracteres mais evidentes para identificação preliminar são: ausência de pubescência no disco do pronoto, coloração e tufos de pelos eretos no quarto apical dos élitros.	pt	Giorgi, Adriano José, Monné, Miguel A. (2018): Revisão dos gêneros Lachaerus e Clavidesmus (Coleoptera, Cerambycidae, Lamiinae, Onciderini). Iheringia, Série Zoologia (e 2018044) 108: 36, DOI: 10.1590/1678-4766e2018044, URL: http://dx.doi.org/10.1590/1678-4766e2018044
8A4C87FD956D1A44FC8DBB83FE9DFEF6.taxon	description	(Fig. 2)	pt	Giorgi, Adriano José, Monné, Miguel A. (2018): Revisão dos gêneros Lachaerus e Clavidesmus (Coleoptera, Cerambycidae, Lamiinae, Onciderini). Iheringia, Série Zoologia (e 2018044) 108: 36, DOI: 10.1590/1678-4766e2018044, URL: http://dx.doi.org/10.1590/1678-4766e2018044
8A4C87FD956D1A44FC8DBB83FE9DFEF6.taxon	description	Localidade-tipo: Brasil, Minas Gerais: Estação Ecológica de Piratininga (Lagoa Três Marias, 18 º 22 ’ S, 45 º 19 ’ W). (holótipo, MNRJ). Distribuição: Brasil (Minas Gerais). Tegumento preto. Corpo (Fig. 2) parcialmente coberto por pubescência amarela e preta, pernas e antenas semiglabras, brilhantes. Pubescência amarela cobrindo completamente os esternitos torácicos. Essa pubescência recobre a cada lado do meio, estreita faixa longitudinal desde o vértice, entre os tubérculos antenais, até a margem anterior do protórax; na altura da junção dos lobos oculares, uma faixa diagonal descendente, a partir da margem posterior dos lobos oculares superiores, alargando-se em direção ao protórax; na fronte, uma estreita faixa paralela ao epistoma, desde a margem da fronte até a margem anterior do protórax, sem atingi-lo; discreta faixa longitudinal na face interna dos meso- e metafêmures. Pubescência preta cobre a metade apical do mesepímero, e a região basal e média do mesepisterno, concentrada na superfície média dos esternitos abdominais III e VII e nas extremidades laterais dos esternitos IV, V, VI e VII. Essa pubescência forma uma estreita faixa centro-longitudinal a partir da fronte, entre os tubérculos laterais, até a margem anterior do protórax; a cada lado do centro, uma larga faixa longitudinal desde os lobos oculares superiores até a margem anterior do protórax; faixa longitudinal descendente, a partir da extremidade inferior da margem posterior dos olhos, alargando-se em direção ao protórax. Nos élitros, faixa indistinta pós-mediana, estendendo-se em direção ao ápice, da margem para a sutura, no Quarto distal, duas manchas, uma circular no centro de cada élitro e outra longitudinal, paralela à margem externa. Antenas parcialmente cobertas por pubescência castanha, densamente concentrada no antenômero III, demais antenômeros semiglabros, I e II brilhantes, IV-XI opacos, pubescência amarela cobre ventralmente a base de escapo e do antenômero III, pubescência esbranQuiçada a partir do antenômero IV. Nos machos, antenômero XI curvado a partir do quarto apical, arredondado no ápice. Fronte lisa entre os tubérculos antenais, estes com projeçÕes pouco desenvolvidas nos machos. Pronoto completamente coberto por pubescência, sem tubérculos. Élitros com as margens póstero-internas contíguas. Esternito VII levemente sinuoso no ápice. DimensÕes em mm, ♂. Comprimento total, 12,8; comprimento do protórax, 1,6; comprimento dos élitros, 8,2; maior largura do protórax, 2,8; largura umeral, 4,1. Material examinado. BRASIL, Minas Gerais: Piratininga (Estação Ecológica de Piratininga, Lagoa Três Marias, 18 ° 22 ’ S, 45 ° 19 ’ W, 560 m), ♂, 10. XI. 1996, Doug Yanega col. (Holótipo, MNRJ). Comentários. Lachaerus monnei assemelha-se a L. rubigineus (Dillon & Dillon, 1949) e diferencia-se pelos caracteres: tegumento preto; pernas semiglabras; pubescência preta forma faixa na cabeça e no pronoto; pubescência vermelha ausente.	pt	Giorgi, Adriano José, Monné, Miguel A. (2018): Revisão dos gêneros Lachaerus e Clavidesmus (Coleoptera, Cerambycidae, Lamiinae, Onciderini). Iheringia, Série Zoologia (e 2018044) 108: 36, DOI: 10.1590/1678-4766e2018044, URL: http://dx.doi.org/10.1590/1678-4766e2018044
8A4C87FD956C1A44FF20BA8AFC38FD35.taxon	description	(Fig. 3)	pt	Giorgi, Adriano José, Monné, Miguel A. (2018): Revisão dos gêneros Lachaerus e Clavidesmus (Coleoptera, Cerambycidae, Lamiinae, Onciderini). Iheringia, Série Zoologia (e 2018044) 108: 36, DOI: 10.1590/1678-4766e2018044, URL: http://dx.doi.org/10.1590/1678-4766e2018044
8A4C87FD956C1A44FF20BA8AFC38FD35.taxon	description	Tegumento castanho-escuro. Corpo (Fig. 3) coberto por pubescência amarela e castanha. Pubescência amarela densamente concentrada nas laterais do protórax, inferiormente ao tubérculo lateral, cobre completamente as pernas, os esternitos torácicos e abdominais. Essa pubescência forma a cada lado do meio, uma estreita faixa longitudinal, desde a fronte, entre os tubérculos anteriores, até a margem anterior do protórax; na altura do istmo ocular, faixa diagonal descendente, a partir da margem posterior dos olhos, alargando-se em direção ao protórax, sem alcançá-lo; na fronte, faixa estreita paralela ao epistoma, desde a margem da fronte até a borda anterior do protórax, sem alcançá-lo. Pubescência vermelha entremeada na amarela. Pubescência castanha formando estreita faixa centro-longituinal a partir da fronte, entre os tubérculos antenais, até a margem anterior do protórax; a cada lado do centro, larga faixa longitudinal, desde os lobos oculares superiores até a margem anterior do protórax; faixa diagonal descendente, a partir da extremidade inferior da margem posterior dos olhos, alargando-se em direção à margem do protórax, sem atingi-lo; na metade basal de cada élitro, uma mancha centro-longitudinal, que não atinge os úmeros nem a sutura; na altura do declive apical, larga faixa diagonal pós-mediana estendendo-se em direção ao ápice a partir da margem até a sutura elitral; no quarto apical duas manchas indistintas, uma circular no centro de cada élitro, outra longitudinal, paralela à margem externa. Antenas parcialmente cobertas por pubescência castanha, densamente concentrada nos três primeiros antenômeros; antenômeros IV-XI semiglabros, opacos; pubescência amarela cobre ventralmente a metade basal dos antenômeros I e III; pubescência esbranQuiçada a partir do antenômero IV. Antenômero XI curvado a partir do quarto apical, nos machos arredondado no ápice. Fronte lisa entre os tubérculos antenais, estes com projeção pouco desenvolvida nos machos. Pronoto completamente coberto por pubêscencia, sem tubérculos. Élitros com margens póstero-internas contÍguas. Esternito levemente sinuoso no ápice. DimensÕes, em mm, ♂ / ♀. Comprimento total, 14,2 - 16,7 / 13,6 - 15,3; comprimento do protórax, 2,7 - 2,9 / 2,7 - 33; comprimento dos élitros, 10,3 - 12,2 / 9,1 - 10,4; maior largura do protórax, 3,5 - 3,9 / 3,3 - 3,8; largura umeral, 4,6 - 5,5 / 4,6 - 5,4. Material examinado. BRASIL, Espírito Santo: Colatina, ♀, XI. 1971, A. Silva col.; Conceição da Barra (Pedro Canário), ♀, X. 1976, E. dos Santos col.; Linhares, ♀, II. 1966, ♀, XI. 1966, ♂, XII. 1966, ♀, I. 1967, ♀, X. 1970, ♂, ♀, XI. 1970, A. Maller col. São Paulo: Amparo, ♂.; MarÍlia, ♀, XI. 1945, H. Zellibor col. Paraná: Santa Mariana, ♀, XI. 1951, H. Zellibor col. Santa Catarina: Corupá, ♂, 1940, ♂, II. 1943, A. Maller col. (Todos MNRJ). Comentários. A distribuição e concentração da pubescência vermelha variam de acordo com a distribuição geográfica. Os exemplares mais meridionais apresentam distribuição mais ampla e maior concentração de pubescência vermelha no corpo.	pt	Giorgi, Adriano José, Monné, Miguel A. (2018): Revisão dos gêneros Lachaerus e Clavidesmus (Coleoptera, Cerambycidae, Lamiinae, Onciderini). Iheringia, Série Zoologia (e 2018044) 108: 36, DOI: 10.1590/1678-4766e2018044, URL: http://dx.doi.org/10.1590/1678-4766e2018044
8A4C87FD956C1A47FC4DB9F5FA58F835.taxon	description	Olhos peQuenos, finamente facetados, bem separados. Lobos inferiores oblongo-ovalados, estreitados inferiormente, fortemente destacados da margem da fronte, conectados com os lobos superiores por duas ou três fileiras de omatÍdios. Lobos superiores estreitos, com cerca da metade da largura dos inferiores. Antenas ultrapassam o ápice dos élitros aproximadamente no antenômero IX, inteiramente franjadas a partir do antenômero II por pelos longos e eretos, mais concentrados nos antenômeros III e XI. Escapo robusto, gradualmente engrossado para o ápice, alcança a margem anterior do pronoto, aplanado na superfície ventral, levemente enrugado na base, arredondado no ápice. Antenômero III igualmente engrossado em ambas extremidades, atingindo a maior largura no meio. Antenômero IV cilíndrico, estreito, comprimento e largura apenas maiores que o V. Antenômero XI pouco maior que o X, sinuoso no quinto distal, agudo no ápice. Protórax levemente transverso, subcilÍndrico, pouco mais estreito na base, reto na margem anterior; tubérculos laterais diminutos, disco liso. Processo prosternal regularmente curvo, alargando-se em sentido posterior. Processo mesosternal pouco mais largo que o prosternal, lados subparalelos. Élitros fortemente convexos, levemente expandidos após o meio, com suave declive no Quarto distal. Úmeros estreitos, pouco mais largos Que o protórax, ligeiramente projetados em pequeno tubérculo obtuso, oblíquo. Margens posteriores internas contíguas. Pernas robustas, subiguais em comprimento; fêmures clavados, com comprimento pouco maior que as tíbias, que são subiguais em comprimento aos tarsos. Mesocoxas com tubérculo diminuto. Profêmures abruptamente clavados a partir do terço basal, distintamente mais robustos Que os fêmures médios e posteriores; terço basal com rugas transversais bem marcadas; mesotíbias com calosidade apenas projetada no bordo superior. Protarsos com tarsômeros I e II mais largo que longos. Tarsômero V com comprimento igual à soma dos quatro precedentes. Abdome com esternitos IV, V, e VI subiguais em largura, mais estreitos que o III, que é tão largo quanto o VII, este marcadamente sinuoso no ápice; tergito VII levemente sinuoso na extremidade distal. Fêmea. Fronte plana entre os tubérculos antenais, estes menos projetados que nos machos. Antenas apenas ultrapassam o meio dos élitros; antenômero III engrossado a partir do meio, com franja de pelos esparsos na metade distal. Profêmures subiguais aos meso- e metafêmures, sem rugas na base. Esternito VII de comprimento maior que os precedentes, 3,5 vezes mais longo do que largo; ápice distal truncado, com impressão triangular mediana. Comentários. Os seguintes caracteres são comuns para Clavidesmus e Lachaerus: fronte transversa, com olhos bem separados. Olhos pequenos, destacados da margem da fronte. Lobos oculares inferiores subiguais ao comprimento da gena. Antenas encurtadas a partir do Quarto antenômero. Escapo apenas alcança a margem anterior do pronoto. Terceiro antenômero engrossado em ambos os sexos. Protórax transverso, apenas mais estreito posteriormente; disco do pronoto sem tubérculos no centro. Élitros simplesmente pontuados, fortemente convexos, expandidos após o meio, com declive distinto no quarto apical. Fêmures clavados; tíbias expandidas em direção ao ápice. Mesocoxas com tubérculo. Nos machos, terceiro antenômero esparsamente franjado. Profêmures abruptamente clavados a partir do terço basal. Nas fêmeas, comprimento dos antenômeros I-IV maior que o dos antenômeros V-XI. Clavidesmus diferencia-se de Lachaerus por possuir margens da fronte retas; tubérculos antenais separados na base; mandÍbulas curvadas a partir do terço basal; lobos oculares conectados por duas ou três fileiras de omatÍdios; franja antenal presente em todos os antenômeros a partir do segundo; escapo arredondado no ápice; élitros com suave declive no quarto distal; pelos longos esparsamente distribuídos nos tarsômeros. Nos machos, fronte côncava entre os tubérculos antenais; ápice dos tubérculos antenais projetado superiormente; antenômero III igualmente engrossado em ambas as extremidades; nas fêmeas, terceiro antenômero esparsamente franjado. Chave para identificação das espécies de Clavidesmus (exceto C. colombianus Breuning, 1961) 1. Tegumento preto; em cada élitro duas linhas esbranQuiçadas, a anterior pós-mediana, oblÍQua da margem para a sutura, a posterior no quinto apical, mais reduzida, paralela à sutura. Bolívia ........................................ C. funerarius (Lane, 1958) - Outro padrão de coloração ....................................................... 2 Élitros com duas manchas esbranQuiçadas, a anterior circular nos dois terços anteriores e a posterior ocupando o Quarto distal. Peru ................ C. egeri Nearns & Santos-Silva, 2016 - Outro padrão de colorido ..................................................... 3 3. Pernas semiglabras, brilhantes; faixa centro-longitudinal com pubescência amarela desde o vértice até a metade posterior dos élitros; faixa lateral amarela contínua, da cabeça até o último segmento do abdome. Brasil (Amazonas, Mato Grosso), Guiana Francesa, Peru ......... ............................................ C. metallicus (Thomson, 1868) - Pernas completamente cobertas por pubescência; faixa centro-longitudinal, Quando presente, apenas alcança o escutelo; faixa lateral ausente ............................................. 4 4. Corpo recoberto por pubescência castanho-escura, que forma uma mancha triangular a cada lado do vértice e uma mancha na face interna dos meso- e metafêmures; uma pequena mancha glabra, brilhante no centro do disco do pronoto. Brasil (Bahia, Espírito Santo) ................................ ................................... C. indistinctus Dillon & Dillon, 1952 - Pubescência castanho-escura ausente; pronoto completamente revestido por pubescência ..................................................... 5 5. Tegumento castanho; com duas faixas elitrais pós-medianas estreitas; cabeça completamente coberta por pubescência amarela, sem ornamentação. Brasil (São Paulo). (Fig. 4) ...... .......................................................... C. chicae Giorgi, 1998 - Outro padrão de coloração ................................................... 6 6. Cabeça coberta por pubescência amarela, ornamentada por faixas central e lateral de pubescência castanha; metade distal dos élitros com duas faixas largas, oblíquas de margens indefinidas. Brasil (EspÍrito Santo, Rio de Janeiro). (Fig. 5) .................................. C. heterocerus (Buquet, 1852) - Cabeça coberta por pubescência amarela, sem faixa de pubescência castanha; metade distal dos élitros com duas faixas oblÍQuas, estreitas, de margens nitidamente definidas. Peru (Fig. 6) ............................ C. rogueti Audureau, 2012	pt	Giorgi, Adriano José, Monné, Miguel A. (2018): Revisão dos gêneros Lachaerus e Clavidesmus (Coleoptera, Cerambycidae, Lamiinae, Onciderini). Iheringia, Série Zoologia (e 2018044) 108: 36, DOI: 10.1590/1678-4766e2018044, URL: http://dx.doi.org/10.1590/1678-4766e2018044
8A4C87FD956E1A46FEF7BB83FE76FB7B.taxon	description	(Fig. 4)	pt	Giorgi, Adriano José, Monné, Miguel A. (2018): Revisão dos gêneros Lachaerus e Clavidesmus (Coleoptera, Cerambycidae, Lamiinae, Onciderini). Iheringia, Série Zoologia (e 2018044) 108: 36, DOI: 10.1590/1678-4766e2018044, URL: http://dx.doi.org/10.1590/1678-4766e2018044
8A4C87FD956E1A46FEF7BB83FE76FB7B.taxon	description	(MNRJ). Distribuição: Brasil (São Paulo). Tegumento castanho. Corpo completamente coberto por pubescência amarela e castanha. Pubescência amarela cobre completamente cabeça, pernas, esternitos torácicos e abdominais e metade inferior do protórax, forma, nos élitros, duas faixas diagonais pós-medianas estreitas: (1) a primeira de comprimento maior e mais definida, estende-se em direção ao ápice a partir da margem externa até a sutura, (2) a segunda, paralela à primeira, mais apical e menor, não alcança a margem nem a sutura. Pubescência castanha restrita aos élitros e à metade superior do protórax, sem formar faixas ou manchas. Antenas parcialmente cobertas por pubescência castanha, densamente concentrada nos três antenômeros basais; antenômeros IV-XI semiglabros. DimensÕes, em mm, macho. Comprimento total, 16,3; comprimento do protórax, 2,5; comprimento dos élitros, 10,4; maior largura do protórax, 3,4; largura umeral, 4,9. Material examinado. BRASIL, São Paulo: Botucatu, I. 1968 (holótipo ♂, MNRJ). Comentários. Distingue-se das demais espécies de Clavidesmus pela seguinte combinação de caracteres: tegumento castanho; pernas completamente cobertas por pubescência, os fêmures por pubescência castanha; élitros sem faixa centro-longitudinal; pronoto completamente revestido por pubescência; cabeça com pubescência amarela, sem manchas de outra cor.	pt	Giorgi, Adriano José, Monné, Miguel A. (2018): Revisão dos gêneros Lachaerus e Clavidesmus (Coleoptera, Cerambycidae, Lamiinae, Onciderini). Iheringia, Série Zoologia (e 2018044) 108: 36, DOI: 10.1590/1678-4766e2018044, URL: http://dx.doi.org/10.1590/1678-4766e2018044
8A4C87FD956E1A46FF0BBE38FDC7F980.taxon	description	(SMTD). Distribuição: Colômbia.	pt	Giorgi, Adriano José, Monné, Miguel A. (2018): Revisão dos gêneros Lachaerus e Clavidesmus (Coleoptera, Cerambycidae, Lamiinae, Onciderini). Iheringia, Série Zoologia (e 2018044) 108: 36, DOI: 10.1590/1678-4766e2018044, URL: http://dx.doi.org/10.1590/1678-4766e2018044
8A4C87FD956E1A46FF2BBD20FDB6F892.taxon	description	Localidade-tipo: Peru, San Martín: Dept. Tarapoto, vic. Cordillera Escalera Lodge, 432 m. S 06 ° 28 ’ 08.1 ”, W 076 ° 21 ’ 16.4 ”. (USNM). Distribuição: Peru.	pt	Giorgi, Adriano José, Monné, Miguel A. (2018): Revisão dos gêneros Lachaerus e Clavidesmus (Coleoptera, Cerambycidae, Lamiinae, Onciderini). Iheringia, Série Zoologia (e 2018044) 108: 36, DOI: 10.1590/1678-4766e2018044, URL: http://dx.doi.org/10.1590/1678-4766e2018044
8A4C87FD956E1A46FC6ABB83FC4AF892.taxon	description	(Fig. 5)	pt	Giorgi, Adriano José, Monné, Miguel A. (2018): Revisão dos gêneros Lachaerus e Clavidesmus (Coleoptera, Cerambycidae, Lamiinae, Onciderini). Iheringia, Série Zoologia (e 2018044) 108: 36, DOI: 10.1590/1678-4766e2018044, URL: http://dx.doi.org/10.1590/1678-4766e2018044
8A4C87FD956E1A46FC6ABB83FC4AF892.taxon	description	Macho. Tegumento preto. Corpo completamente coberto de pubescência amarela e castanha. Pubescência amarela cobre as pernas, os esternitos torácicos e abdominais, formando uma larga faixa centro-longitudinal desde o vértice, onde é mais estreita até o escutelo. Pubescência castanha forma uma faixa diagonal descendente a partir da extremidade inferior da margem posterior dos olhos, alargando-se em direção ao protórax; a cada lado do centro uma larga faixa longitudinal, de bordos mal definidos. No declive apical dos élitros essa pubescência forma uma faixa diagonal pós-mediana Que se estende em direção ao ápice a partir da margem externa até a sutura; no quarto distal dos élitros, uma distinta mancha diagonal, apenas mais oblÍQua Que a faixa pós-mediana. Antenas parcialmente cobertas por pubescência castanha, densamente concentrada nos antenômeros I a III. Antenômeros IV-XI semiglabros, opacos. Pubescência amarela cobre os 4 / 5 basais do antenômero IV, metade basal dos antenômeros VI, VIII, X e XI e ventralmente, a metade anterior do III. Lábio com lígula densamente coberta por pelos curtos na face interna. DimensÕes, em mm, ♂ / ♀. Comprimento total, 18,8 / 18,9; comprimento do protórax, 3,4 / 3,4; comprimento dos élitros, 12,5 / 13,2; maior largura do protórax, 4,6 / 4,2, largura umeral, 6,3 / 6,2. Material examinado. BRASIL, Espírito Santo: Linhares, 2 ♂, X. 1965, ♀, XI. 1965, 2 ♀, XII. 1966, 2 ♀, XI. 1967, ♂, XII. 1967, ♂, XI. 1972, A. Maller col.; 2 ♀, XI. 1967, F. M. Oliveira col. Rio de Janeiro: Rio de Janeiro (Corcovado), ♀, 21. XI. 1957, ♀, XI. 1961, ♀, 12. XII. 1962, ♀, 30. XI. 1966, 2 ♀, 28. XI. 1969, Seabra & Alvarenga (Todos MNRJ). Comentários. Diferencia-se das demais espécies de Clavidesmus, pela combinação de caracteres: pernas completamente cobertas por pubescência; faixa centro-longitudinal alcança apenas o escutelo; sem pubescência castanho-escura; pronoto completamente coberto por pubescência; faixa pós-mediana larga; cabeça coberta por pubescência amarela, ornamentada por faixas de pubescência castanha.	pt	Giorgi, Adriano José, Monné, Miguel A. (2018): Revisão dos gêneros Lachaerus e Clavidesmus (Coleoptera, Cerambycidae, Lamiinae, Onciderini). Iheringia, Série Zoologia (e 2018044) 108: 36, DOI: 10.1590/1678-4766e2018044, URL: http://dx.doi.org/10.1590/1678-4766e2018044
8A4C87FD95611A48FF10BD11FE34FE1F.taxon	description	2014: 68, figs. 72 w, x (holótipo).	pt	Giorgi, Adriano José, Monné, Miguel A. (2018): Revisão dos gêneros Lachaerus e Clavidesmus (Coleoptera, Cerambycidae, Lamiinae, Onciderini). Iheringia, Série Zoologia (e 2018044) 108: 36, DOI: 10.1590/1678-4766e2018044, URL: http://dx.doi.org/10.1590/1678-4766e2018044
8A4C87FD95611A48FF10BD11FE34FE1F.taxon	description	Tegumento preto. Corpo completamente revestido por pubescência preta, cobrindo quase a totalidade da superfície corporal e pubescência amarela formando uma estreita faixa diagonal descendente, a partir da margem posterior dos olhos até a margem anterior do portórax; essa faixa conecta-se à faixa longitudinal que se estende da margem anterior à posterior do protórax; uma peQuena mancha no centro do metepisterno; mancha triangular na extremidade posterior do metasterno; máculas laterais nos esternitos abdominais, mais concentradas no VII. Nos élitros, a pubescência amarela forma: curta e estreita faixa sutural centro-longitudinal no terço basal; estreita faixa pós-mediana oblÍQua da margem para a sutura, sem atingi-la; no quarto apical duas manchas em cada élitro, uma paralela e aproximada da margem e outra central. Antenas parcialmente revestidas por pubescência predominantemente preta, densamente concentrada nos três primeiros antenômeros; IV-XI semi-glabros, opacos; pubescência esbranQuiçada na base do escapo. DimensÕes, em mm. ♀. Comprimento total, 19,5; maior largura do protórax, 5,0; largura umeral, 7,0. Material examinado. BOLÍVIA, La Paz: Tumupasa, ♀, 1921 - 1922, W. M. Mann, Mulford Biological Expl. (Holótipo, USNM). Comentários. Distingue-se das demais espécies de Clavidesmus por apresentar corpo predominantemente revestido por pubescência preta.	pt	Giorgi, Adriano José, Monné, Miguel A. (2018): Revisão dos gêneros Lachaerus e Clavidesmus (Coleoptera, Cerambycidae, Lamiinae, Onciderini). Iheringia, Série Zoologia (e 2018044) 108: 36, DOI: 10.1590/1678-4766e2018044, URL: http://dx.doi.org/10.1590/1678-4766e2018044
8A4C87FD95601A48FF24BAD3FC6CFF56.taxon	description	Tegumento preto. Corpo completamente coberto por pubescência amarela e castanho-escura, com pequena mancha glabra no centro do disco do pronoto. Pubescência amarela forma larga faixa longitudinal desde a margem posterior dos lobos inferiores até a margem anterior do protórax; estreita faixa centro-longitudinal desde o vértice até o escutelo. A cada lado do centro, superiormente ao tubérculo lateral, faixa estreita ao longo do protórax. Élitros, faixa indistinta diagonal pós-mediana estendendo-se da margem até a sutura. Pubescência semelhante cobre as pernas, e os esternitos torácicos e abdominais. Pubescência castanho-escura distribuída em toda a superfície elitral, formando pequena mancha triangular atrás dos lobos oculares superiores; faixa longitudinal descendente, a partir da extremidade inferior da margem posterior dos olhos, alargando-se em direção ao protórax, sem alcançá-lo. A cada lado do pronoto estreita e mal delimitada faixa, desde a margem posterior dos lobos oculares superiores até a margem posterior do pronoto. No quarto apical dos élitros pubescência castanho-escura, disposta em duas manchas, uma circular central e outra alongada paralela à margem. Pubescência castanho-escura na face interna dos meso- e metafêmures. Antenas parcialmente cobertas por pubescência predominantemente amarela, densamente concentrada nos três antenômeros basais; antenômeros IV-XI semiglabros, opacos; pubescência castanho-escura reveste a metade apical dos antenômeros IV, VI, VIII, X e XI e, ventralmente, o quinto distal do III. DimensÕes, em mm, ♂. Comprimento total, 16,4; comprimento do protórax, 2,7; comprimento dos élitros, 10,4; maior largura do protórax, 3,6; largura umeral, 5,0. Material examinado. BRASIL, Espírito Santo: Linhares, ♂, XI. 1963, B. Silva col. (MNRJ). Comentários. Diferencia-se das outras espécies de Clavidesmus pela seguinte combinação de caracteres: corpo ornamentado por pubescência castanho-escura; pernas pubescentes; mácula glabra e brilhante no centro do disco do pronoto.	pt	Giorgi, Adriano José, Monné, Miguel A. (2018): Revisão dos gêneros Lachaerus e Clavidesmus (Coleoptera, Cerambycidae, Lamiinae, Onciderini). Iheringia, Série Zoologia (e 2018044) 108: 36, DOI: 10.1590/1678-4766e2018044, URL: http://dx.doi.org/10.1590/1678-4766e2018044
8A4C87FD95601A4BFC6EBBEAFDFCFE51.taxon	description	(Fig. 7)	pt	Giorgi, Adriano José, Monné, Miguel A. (2018): Revisão dos gêneros Lachaerus e Clavidesmus (Coleoptera, Cerambycidae, Lamiinae, Onciderini). Iheringia, Série Zoologia (e 2018044) 108: 36, DOI: 10.1590/1678-4766e2018044, URL: http://dx.doi.org/10.1590/1678-4766e2018044
8A4C87FD95601A4BFC6EBBEAFDFCFE51.taxon	description	Honduras, Colômbia, Guiana Francesa, Venezuela, Equador, Brasil (Amazonas, Mato Grosso), Peru (Junin), Bolívia (Santa Cruz). Tegumento vermelho escuro. Corpo (Fig. 7) parcialmente revestido por pubescência amarela e castanho-escura. Pubescência amarela forma longa faixa centro-longitudinal desde o vértice até o meio dos élitros. No vértice, a faixa é estreita e bem definida, alargando-se abruptamente a partir da margem anterior do protórax, com limites laterais mal definidos e encontrando-se, no meio dos élitros, com faixa diagonal, também de pubescência amarela, Que se estende em direção à base, até atingir a margem externa dos élitros. Lateralmente, longa faixa longitudinal de pubescência amarela, estende-se desde a margem posterior dos lobos oculares inferiores até o último esternito abdominal, interrompida apenas no meio do metepisterno. Pubescência castanho-escura forma, a cada lado do centro, larga faixa longitudinal, de lados mal definidos, Que encobre os tubérculos laterais, desde a margen posterior dos lobos oculares superiores até a margem posterior do protórax; uma faixa transversal no centro do metepisterno. No declive apical dos élitros, a pubescência castanho-escura forma estreita faixa diagonal, da margem para o ápice, até a sutura; no quarto distal, próxima à margem, mancha semicircular bem definida. Antenas parcialmente revestidas por pubescência castanho-escura, densamente concentrada no antenômero III; demais antenômeros semi-glabros, I e II brilhantes, IV-XI opacos. Pubescência esbranQuiçada cobre os 4 / 5 basais do antenômero IV, metade basal dos antenômeros III, IV, VI, VIII, X e XI. DimensÕes, em mm, ♂, ♀. Comprimento total, 16,4 / 17,4; comprimento do protórax, 3,3 / 3,1; comprimento dos élitros, 11,2 / 12,1; maior largura do protórax, 3,9 / 4.1; largura umeral, 5,6 / 5,7. Material examinado. BRASIL, Amazonas: Benjamin Constant, ♀, VII. 1942, A. ParKo col. Mato Grosso: Barra do Bugres, ♀, X. 1988, B. Silva col. PERU, Junin: Sani Beni, ♂, 2 ♀, X. 1935, ♂, X. 1942, F. WoytKowsKi col. (Todos MNRJ). Comentários. A combinação dos seguintes caracteres possibilita o reconhecimento de C. metallicus: tegumento vermelho; corpo ornamentado por pubescência castanho escura; pernas semi-glabras; faixa centro-longitudinal de pubescência amarela desde o vértice até a metade posterior dos élitros; faixa lateral contínua de pubescência amarela, da cabeça até e extremidade lateral da metacoxa; faixa pós-mediana larga de pubescência amarela.	pt	Giorgi, Adriano José, Monné, Miguel A. (2018): Revisão dos gêneros Lachaerus e Clavidesmus (Coleoptera, Cerambycidae, Lamiinae, Onciderini). Iheringia, Série Zoologia (e 2018044) 108: 36, DOI: 10.1590/1678-4766e2018044, URL: http://dx.doi.org/10.1590/1678-4766e2018044
8A4C87FD95631A4BFC78BB83FBC6FE50.taxon	description	(Fig. 6)	pt	Giorgi, Adriano José, Monné, Miguel A. (2018): Revisão dos gêneros Lachaerus e Clavidesmus (Coleoptera, Cerambycidae, Lamiinae, Onciderini). Iheringia, Série Zoologia (e 2018044) 108: 36, DOI: 10.1590/1678-4766e2018044, URL: http://dx.doi.org/10.1590/1678-4766e2018044
8A4C87FD95631A4BFC78BB83FBC6FE50.taxon	materials_examined	Material examinado. PERU. Madre de Dios: 12 km E Mazuco, Pte. Amanapu, 13 ° 02 ’ 51 ” S, 70 ° 20 ’ 55 ” W, 382 m, 18 - 22. VII. 2012, R. Cavichioli, J. A. Rafael, A. P. M. Santos & D. M. Takiya col.	pt	Giorgi, Adriano José, Monné, Miguel A. (2018): Revisão dos gêneros Lachaerus e Clavidesmus (Coleoptera, Cerambycidae, Lamiinae, Onciderini). Iheringia, Série Zoologia (e 2018044) 108: 36, DOI: 10.1590/1678-4766e2018044, URL: http://dx.doi.org/10.1590/1678-4766e2018044
