Edessa corallipes Erichson, 1848
(Figs. 5, 17, 30, 31, 43)
Edessa corallipes ERICHSON, 1848:611; WALKER, 1867:428; STÅL, 1872:60; LETHIERRY & SEVERIN, 1893:189; KIRKALDY, 1909:156.
Diagnose. Superfície dorsal e ventral castanhoescura com pontuações negras; antenas e pernas amareladas; cório com pontuação da margem costal grosseira. Face ventral do abdome com pontuação fina e esparsa. Cabeça do parâmero com duas projeções afiladas: uma dirigida internamente, mais curta e outra externa, mais longa. Processo da taça genital em forma de bastão, com a metade superior comprimida dorsoventralmente e a face superior escavada. Décimo segmento apresentando sulcos, face posterior truncada, lisa e com um sulco mediano. Bordo posterior dos gonocoxitos 8 com pequena projeção mamiliforme; bordo sutural reduzido, deixando visível as gonapófises 9; laterotergitos 9 estriados, ultrapassando levemente o bordo posterior da banda que une dorsalmente os laterotergitos 8.
Descrição. Comprimento 13,7-16,4; largura 7,3-8,8, corpoovalado (Fig. 5). Coloração dorsal e ventral castanho-escura com pontuações negras; antenas e pernas amareladas. Jugas arredondadas e curvadas ventralmente no ápice, com pequenossulcos transversais e pontuadas. Tubérculosanteníferos comdente. Primeiro antenômero tão longo quanto o segundo, terceiro maior que o segundo, quarto maior do que o segundo e terceiro juntos e subigual ao quinto. Rostro atingindo a primeira bifurcação do processo do metasterno, com o primeiro segmento mais longo que as búculas; segundo segmento menor que o terceiro e quarto juntos. Búculas paralelas, inclinadas e largas. Pronoto declivente; cicatrizes subcalosas, não-pontuadas. Ângulos ântero-laterais armados com pequeno dente inconspícuo. Ângulos umerais não-desenvolvidos. Margem ântero-lateral reta, íntegra e levemente emarginada. Superfície ventral do pronoto pontuada. Escutelo com pontuação clara, mais fina e esparsa que a do pronoto e com o ápice afilado. Córiocom veiasuniformes na coloração ecom pontuação da margem costal grosseira. Membrana do hemiélitro brilhante, variandode castanha à negra. Mesosterno com carena mediana mais desenvolvida na metade anterior. Processo metasternal sem pontuação, mais longo que largo e com pilosidade esparsa nos bordos; bifurcação anterior pouco divergente e com os ápices evanescentes, atingindo o terço mediano do mesosterno e acomodando o quarto e parcialmente o terceiro segmento do rostro. Área evaporatória sem pontuação, rugosa, fosca e com a mesma cor da face ventral; peritrema ostiolar atingindo 3/4 da largura da metapleura. Abdome com conexivo da mesma cor que a face dorsal do corpo e com pontuação fina. Ângulos póstero-laterais do conexivo e posteriores dosétimo segmento pouco desenvolvidose agudos. Face dorsal do abdome negra; face ventral com pontuação fina e esparsa. Tricobótrios: um na mesma linha dos espiráculos e outro externo.
Genitália do macho (Fig. 17). Pigóforo subretangularem vista dorsal, com abertura dorso-posterior e ângulos póstero-laterais arredondados; superfície ventral com pontuações e estrias no terço posterior. Cabeçados parâmeros com duas projeções afiladas: uma dirigida internamente, mais curta e outra externa, mais longa (Fig. 30). Face posterior da cabeça do parâmeros lisa; face anterior com rugosidade fina. Processos da taça genital em forma de bastão, com a metade superior comprimida dorso-ventralmente e com a face superior escavada (Fig. 31). Décimo segmento com margem posterior não-projetada e com sulcos cobertos por pêlos; face posterior truncada, lisa e com sulco mediano.
Genitáliada fêmea (Fig. 43). Gonocoxitos 8 pilosos, em plano um pouco acima das demais placas genitais. Bordo posterior do gonocoxito 8 formando um arco fechado, comuma pequena projeção mamiliforme; bordo sutural sem recorte, reduzido, deixando visíveis as gonapófises 9. Gonocoxitos 9 pilosos e não-pontuados, trapezoidais e convexos, com leve carena mediana. Laterotergitos 8 pontuados e de comprimento subigual aos laterotergitos 9. Laterotergitos 9 pontuados e estriados, ultrapassando levemente o bordo posterior da banda que une dorsalmente os laterotergitos 8. Décimo segmento levemente convexo e estriado.
Distribuição. Colômbia (Antioquia, Bogotá, Meta), Venezuela (Bolívar, Monagas), Suriname (Paramaribo, Para), Guiana, Guiana Francesa (Caiena), Brasil (Amapá, Pará, Mato Grosso, Minas Gerais, São Paulo), Bolívia (Santa Cruz), Paraguai (Concepción, Cordillera) e Argentina (Misiones).
Material examinado. Holótipo, “ British Guyana, R. Schomburg col.” (ZMHB); COLÔMBIA, Antioquia: Medellin,, 1071-74 (MNHN); Bogotá: Bogotá, (MNHN); Meta: Villavicencio,, 2 (CAS) . VENEZUELA, Distrito Federal: Caracas,, 6.X.1991, Meinartl . (ZMUC) ; Monagas: Jusepin,,, 15-IX-1965, F. Fernandes e C. J. Rosales col. (en Guayaba de sabana) (MIZA) ; Caripe,, 19.X.1965, F. Fernandes & C. Rosales col. (MIZA); Bolívar: Guayaraca ( Auyantepui),, 14.IV.1956, F. Fernandes & C. Rosales col. (MIZA) . SURINAME, Paramaribo: Paramaribo,, 25-II-1962, P. H. van Doesburg (RMNH) ; Lÿn, 2, 13.X.1948 (RMNH) ;, 8.XII.1963, D. Geijskes col. (RMNH); Para: Zanderij,, 20-VIII-1958, Geijskes col. (RMNH) . GUIANA FRANCESA, Caiena: Les Roches de Kourou,,, LeMoult (MNHN) . BRASIL, Amapá: PortoPlaton,, 18.V.1983, J. Lacerda col. (UFRG) ; Pará: Tumucumaque,,, 28.I.1981, E. Oliveira col. (UFRG) ; Mato Grosso: Cuiabá,, 30.I.1980, D. Thomas col. (UFRG) ; Minas Gerais: Poços de Caldas ( Morro do Ferro), 2,, 2-VII-1967, J. Becker col. (RMNH) ; São Paulo: Barueri,, III-1955, K. Lenko col. (RMNH) . BOLÍVIA, Santa Cruz: Santa Cruz de la Sierra,, 450m, J. Steinbach col., 5569 (CMNH) . PARAGUAI, Concepción: Horqueta,, 15-II-1934 (CAS) ; Cordillera: San Bernardino,,, Fiebrig S. V. col. (ZMHB) . ARGENTINA, Misiones: Loreto, 2,, IX-1955, F. H. Walz col. (RMNH) .