Agonosoma trilineatum Fabricius, 1782 (Figs. 1-K, 7A-D)
Cimex trilíneaturn Fabricius, 1782: 341. Cimax saxpıınctatııs Fabricius, 1782: 339, syn. n. Cima' tfivíttatus Panzer, 1798: 111, pl. 47, fig. 2, syn. n. Pachycoris vírgatııs Germar, 1839: 102, pl. 1, fig. 6. Agonosomaflavipes; Dallas, 1851: 42. Agonosoma qııadıigutıatuın Signoret, 1851: 330, pl. 10, fig. 1 - Walker, 1867: 59, syn. n. Agonosoma zrivittatum Signoret, 1851: 330; Dallas, 1851: 42. Agonosoına trilineatum Stal, 1870: 13; Distant, 1889: 313; Schouteden, 1903: 64. Agonosoma trivittata Kirkaldy, 1909: 278.
Tipo. Macho, descrito como Cimax trilíneatus, depositado no Hunterian Museum (GLAM: ZHuı A/6).
Localídade-tipo. América Meridional.
Corpo com cerca de 12 mm de comprimento; antena filiforme com 32 artículo pouco menor do que os anteriores e o 42 menor do que o 52 (Fig. 7A). Macho dorsalmentemarrom-escuro, comtrês faixas (uma mediana e duas laterais), geralmente amareladas, que, tomando pelo espaço interocular, atingem o final do escutelo, onde se unem ou não; ventre negro, com faixa amarela nas margens, ou negro com manchas alaranjadas, principalmente no abdome; ao redor da linha mediana essas manchas formam uma figura triangular que no terceiro e quarto segmentos podem ou não ter no interior outras manchas; último esternito, com aproximadamente três vezes o comprimento do anterior (Fig. 7C), extremidade abdominal mais estreita e convexa do que o restante, recobrindo as peças genitais.
Fêmeas com dois padrões básicos de coloração (Fig. 1.1-K): 1) Dorsalmente semelhante ao macho (Fig. IJ); 2) Dorsalmente amarelado com duas faixas escuras que, partindo do ápice da cabeça, atingem uma pequena parte do pronoto, este com duas grandes manchas escuras; escutelo com quatro manchas escuras laterais, sendo duas basais e duas distais (Fig. 1K). Ventre negro, contornado por faixa amarela e/ou com manchas alaranjadas dispostas como nos machos, sendo no segundo segmento são unidas, ou ventre esbranquiçado com manchas que negras laterais. Último esternito, aproximadamente com o mesmo comprimento do anterior na região mediana e evidenciando as peças genitais (Fig. 7 D).
Revta bras. EnL 36 (3), 1992
Dos espécimes observados (detalhes na Tabela I), apenas os exemplares cedidos pelo Dr. J. Eger conservavam as pernas e/ou antenas intactas e a partir de um macho identificado em etiqueta comoA. trivittatum Panzer, foram preparadas as Fig. 7 A-B. Aausência de tais apêndices limitaram as comparações às estruturas dos esternitos e peças da genitália externa, que se assemelham nas fêmeas de ambos os padrões de cor. Diferenças individuais que se observaram no padrão de cor, tamanho do pronoto e do corpo (Fig. 1 J-K), não foram consideradas suficientemente relevantes para reforçarem o estabelecimento de espécies distintas. Tais variações estão presentes em A. flavolineatum, cujos machos podem se acasalar com fêmeas dos três padrões e terem descendência fértil (PALEARI, 1987). Näo foi identificado macho de padrão pintado entre os espécimes deA. zrílineatıını observados. Verificou-se que os indivíduos de padrão listrado têm a mesma distribuição geográfica das fêmeas pintadas (Tabela II). Nenhum outro registro de reprodução, desenvolvimento e/ou planta hospedeira, que possa esclarecer ou reforçar o grau de parentesco entre os indivíduos dos diferentes padrões, foi encontrado. Portanto, de acordo com os dados disponíveis até o momento, as diferenças de coloração entre os espécimes redescritos como A. zrilineatunz são interpretadas como um policromismo associado ao sexo, da mesma forma que o constatado para A. flavolíneatıım.