7. Salvertia convallariodora A. St. - Hil., Mém. Mus. Hist. Nat. 6: 266. 1820.

(Figs. 2 M-O; 9 A-G)

Iconografia: Shimizu & Yamamoto (2012: 73, fig. 3 A-D)

Nomes populares: bananeira-do-campo, colher-devaqueiro (Minas Gerais, Stafleu 1948), folha-larga (Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Stafleu 1948), moliana (Goiás, Souza 2014) e pau-de-arara (Amazonas, Stafleu 1948).

Árvores, 1,5-6 m alt. Caule acastanhado, ramos com casca não descamantes, glabros. Folhas 7-8-verticiladas, estípulas caducas; pecíolo 0,8-2,5 cm compr.; lâmina foliar 15,5-25 × 7,5-17,5 cm, oblonga ou obovada, coriácea, ápice retuso, emarginado, arredondado ou truncado, base aguda ou cuneada, margem inteira, plana a levemente revoluta, broquidódroma, glabra em ambas as faces. Inflorescências terminais, piramidais, 25-42 cm compr., fulvo-pubescentes; cíncinos 2-3-floros; pedúnculos 1,5-3 cm compr.; pedicelos 5-15 mm compr.; brácteas caducas; botões florais 1,5-3 × 0,5-0,8 cm, cilíndricos, ápice obtuso ou arredondado; cálcar 0,7-1,7 cm compr., incurvo; sépala calcarada 3-3,2 × 1,4-1,6 cm; lobos do cálice não calcarados 2,3-2,5 × 1-1,2 mm, oblongos ou ovais, ápice obtuso ou arredondado; 5 pétalas, 2,7-3,5 × 1,6-2 cm, isomórficas, brancas, glabras. Estame ca. 3 cm compr.; filete 0,5-1 cm compr.; antera 1,5-2 × 0,3-0,5 cm, glabra; estaminódios 5-8 × 1-2 mm. Ovário 3-4 × 3-4 mm, piramidal, tomentoso; estilete ca. 2,4 cm compr., glabro; estigma ligulado, lateral. Cápsulas 1,8-3,5 × 1-1,5 cm, ovoides a oblongoides, ápice obtuso ou mucronado, base truncada, superfície verrucosa, não descamante, pubescente; sementes não examinadas.

Material selecionado: BRASIL, GOIÁS, Corumbá de Goiás, estrada de chão entre Corumbá de Goiás e Aparecida, ca. 4 km de Corumbá, 15° 54’ 38” S, 48° 45’ 47” W, 1.060 m, 13.III.2002, fl., R.C. Mendonça et al. 4692 (HUEFS, IBGE, RB); Pirenópolis, estrada para a Cachoeira das Araras, 15° 42’ 35” S, 49° 01’ 27” W, 795 m, 25.VI.2015, fl., R.C. Teixeira & T.C. Freire 41 (UFG) .

Salvertia convallariodora ocorre no Brasil (Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Piauí, São Paulo, Tocantins e Distrito Federal), bem como na Bolívia e Suriname. Na Serra dos Pireneus ocorre em cerrados sensu stricto e cerrados rupestres.

Dentre as espécies de Vochysiaceae ocorrentes na área de estudo, S. convallariodora se diferencia por apresentar flores com cinco pétalas brancas, tirsos de cíncinos verticilados e cápsulas com as valvas fundidas à lamela central do fruto apenas na região basal, tendo suas margens reflexas nas regiões livres das valvas.