11. Vochysia pumila Pohl, Pl. Bras. Icon. Descr. 2: 21, t. 113. 1828 ou 1829.
(Figs. 3 F-G; 13 A-I)
Arbustos não ramificados, 0,9-1,7 m alt. Caule pruinoso, esverdeado, ramos com casca descamante, glabros. Folhas opostas decussadas ou 3-verticiladas, estípulas caducas; pecíolo 0,8-1 cm compr. Lâmina foliar 6,5-12 × 2,7-5,2 cm, elíptica, obovada-elíptica ou inconspicuamente espatulada, cartácea, ápice obtuso, mucronado, base cuneada, margem inteira, levemente recurva, eucamptódroma, nervuras primária e secundárias impressas na face adaxial, nervura primária proeminente e secundárias impressas na face abaxial, glauco-pruinosa, glabra em ambas as faces. Inflorescências terminais, cônicas, 60-62 cm compr., pubescentes; cíncinos 2-floros; pedúnculos 1-4 cm compr.; pedicelos 3-8 mm compr.; brácteas caducas; botões florais 0,6-1,1 × 0,1-0,2 cm, cilíndricos, ápice obtuso a levemente agudo; cálcar 4-10mm compr., incurvo ou sigmoide; sépala calcarada 1,5-1,7 × 0,5-1 cm; lobos do cálice não calcarados ca. 3 × 2 mm, ovais, ápice obtuso; 3 pétalas, pétala central ca. 7 × 4 mm, glabra; pétalas laterais 6-9 × 2-3 mm, glabras. Estame ca. 1,2 cm compr.; filete 2-5 mm compr.; antera ca. 1 × 0,2 cm, glabra; estaminódios ca. 2 × 1 mm. Ovário ca. 3 × 2 mm, globoso, tomentoso; estilete 2-3,6 cm compr., pubescente na base e glabro no restante de sua extensão; estigma terminal. Cápsulas e sementes não examinadas.
Material selecionado: BRASIL, GOIÁS, Cocalzinho de Goiás, 15° 43’ 28,3” S, 48° 52’ 48,2” W, 1.146 m, 16.II.2016, fl., R.C. Teixeira et al. 72 (UFG); Corumbá de Goiás, 30 km N. of Corumbá de Goiás on road to Niquelândia, Goiás in valley of Rio Corumbá, 1.150 m, 18.I.1968, fl., H.S. Irwin et al. 18808 (NY, UB); Pirenópolis, Parque Estadual da Serra dos Pireneus, 15° 49’ 03,606” S, 48° 53’ 48,727” W, 1.157 m, 9.IV.2015, fl., R.C. Teixeira & G.H. Silva 22 (UFG) .
Vochysia pumila ocorre no Brasil (Goiás, Minas Gerais e no Distrito Federal). Na área de estudo ocorre em áreas campestres e em cerrados sensu stricto.
A espécie apresenta grande semelhança morfológica com V. pseudopumila Rizzini & Heringer, que não ocorre na área de estudo. Porém, se diferenciam por aspectos morfológicos mínimos, como ovário, pedúnculo e pedicelo glabros em V. pseudopumila, enquanto que essas estruturas são tomentosas em V. pumila . Dentre as demais espécies cogenéricas ocorrentes na área de estudo, V. pumila diferencia-se por ser a única a apresentar o hábito de crescimento arbustivo.